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Condenados a mais de 100 anos de prisão, criminosos do CV são transferidos de Bangu 1 para presídio federal

“Marreta” e “Sam do Caicó”, considerados de altíssima periculosidade, foram levados para a Penitenciária de Catanduvas, no Paraná

Rio de Janeiro|Raian Cardoso, da RECORD

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Criminosos estavam isolados em Bangu 1 Divulgação/ Seap

Dois criminosos da facção Comando Vermelho considerados de altíssima periculosidade foram transferidos do Rio de Janeiro para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, na manhã deste sábado (26).

Luiz Cláudio Machado, conhecido como “Marreta”, e Aleksandro Rocha da Silva, o “Sam da Caicó”, foram condenados a mais de 100 anos de prisão. Somadas, as penas dos dois passam de 280 anos.


“Marreta” e “Sam da Caicó” estavam recolhidos em celas isoladas na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), presídio de segurança máxima, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital.

Dupla foi levada de avião sob forte esquema de segurança Divulgação/ Seap

Sob forte esquema de segurança, a dupla embarcou em um avião no Aeroporto Santos Dumont, por volta das 6h, rumo ao presídio federal.


Na chegada ao Paraná, os dois foram imediatamente recebidos por agentes da Polícia Penal Federal, responsáveis pela escolta final e custódia dos presos dentro da unidade federal.

Condenações somam mais de 280 anos

Segundo a Seap, os dois detentos acumulam penas longas por crimes considerados gravíssimos.


• Luiz Cláudio Machado (“Marreta”): pena total de 133 anos e 4 meses, por roubo agravado, associação criminosa, sequestro e outros crimes graves.

• Aleksandro Rocha da Silva (“Sam do Caicó”): pena total de 147 anos e 3 meses, por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, associação para o tráfico e roubo qualificado.


Isolamento e segurança máxima

A transferência para Catanduvas visa impedir que líderes de facções continuem exercendo influência sobre ações criminosas de dentro das penitenciárias.

A unidade federal no Paraná é considerada uma das mais seguras do país e opera com regime de controle rígido, reduzindo significativamente o contato entre os internos e o mundo exterior.

“A medida reforça o compromisso do sistema penitenciário em manter a ordem nas unidades prisionais e combater o avanço das organizações criminosas”, disse a Seap em nota oficial.

A pasta ressaltou ainda que continuará trabalhando de forma integrada com outras instituições para garantir um ambiente prisional seguro e, principalmente, proteger a sociedade.

Catanduvas: estrutura e vigilância reforçada

Inaugurada em 2006, a Penitenciária Federal de Catanduvas foi a primeira do país voltada ao encarceramento de presos de altíssima periculosidade.

O presídio é conhecido por sua estrutura de vigilância reforçada, celas individuais e regime disciplinar rigoroso, com tempo de banho de sol reduzido e visitas monitoradas.

A unidade é uma das quatro penitenciárias federais do Brasil voltadas exclusivamente ao isolamento de chefes de facções criminosas, traficantes internacionais e líderes de milícias.

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