Crianças e jovens autistas fazem concerto em teatro na zona norte do Rio
Projeto usa música para trabalhar sociabilidade e conscientizar sobre autismo
Rio de Janeiro|Do R7*

O Teatro Miguel Falabella vai ser palco de um espetáculo especial nesta terça-feira (4). Crianças e jovens, de 3 a 24 anos, participam do Concerto Azul, evento que celebra o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Os ingressos já estão esgotados e uma sessão extra precisou ser marcada para atender à procura do público, no dia 24 deste mês.
Esta é a segunda edição do Concerto Azul, projeto que foi idealizado pela musicoterapeuta Michele Senra e reúne crianças e jovens com autismo atendidos pelo projeto social Cora (Centro de Otimização para Reabilitação do Autista), na Penha, zona norte. Michele conta que a ideia do evento surgiu através do trabalho que começou a desenvolver com o filho que também é autista. Hoje, Breno tem 15 anos e integra o elenco do Concerto Azul.
— Através desse trabalho que eu fui desenvolvendo com ele, surgiu essa ideia de fazer as apresentações e mostrar a evolução deles. Além disso, a música também é uma forma deles se expressarem — explicou.
Ela contou ainda que ao longo do projeto algumas crianças desenvolvem a fala e outras, que não se comunicam verbalmente, conseguem utilizar a música como forma de expressão. Ao todo, 29 crianças e jovens participam das apresentações.
— Alguns tocam ukulele, outros tocam violino, eles cantam ou fazem solos e tem as crianças não verbais, mas que também Participam. Dentro das possibilidades de cada um, eles se apresentam de alguma forma no evento.

O Concerto Azul nasceu com o intuito ajudar na comunicação e sociabilidade de autistas, mas a missão cresceu. Atualmente os envolvidos no projeto trabalham para levar informação e trazer visibilidade ao tema. Além de Michele, o espetáculo conta com o trabalho voluntário de estudantes de musicoterapia e profissionais formados.
A idealizadora do projeto destaca que o Concerto Azul é uma forma de valorizar a identidade e a capacidade de auto expressão dos participantes. Uma oportunidade para desfazer preconceitos.
— Minha expectativa é que a gente consiga quebrar barreiras, que as pessoas não vejam o autismo como uma doença. Eles não são doentes, são pessoas que tem uma forma diferente de pensar e se expressar. Acredito que as pessoas possam se surpreender com as possibilidades que cada um tem para mostrar no palco.
*Colaborou Jaqueline Suarez, estagiária do R7 Rio
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