Criminoso se passa por Neymar para conseguir "nudes" e chantagear mulheres
Suspeitos cobravam dinheiro para não publicar fotos íntimas
Rio de Janeiro|Do R7

O homem suspeito de envolvimento no esquema de extorsão de vítimas na internet se entregou à polícia. Carlos Antônio Rodrigues, de 30 anos, se passava por celebridades, como o jogador Neymar, para conseguir as imagens das mulheres e chantageá-las depois. A polícia também prendeu temporariamente outro suspeito de participar do esquema. O caso era investigado pela polícia do Rio, mas a prisão de um dos suspeitos se deu em Minas Gerais.
A extorsão acontecia após a troca de vídeos e fotos íntimas entre a vítima e o homem que se passava por cantores, artistas e jogadores de futebol. O primeiro contato acontecia nas redes sociais. Depois, a conversa se estendia para as salas de bate-papo onde o criminoso enviava um vídeo do famoso pelo qual ele estava se passando. Assim que a vitima enviava um arquivo íntimo, os chantagistas iniciavam a extorsão para que o material não fosse divulgado, segundo informou a polícia.
De acordo com a delegada da DRCI (Delegacia de Repressão de Crimes de Informática), Daniella Terra, com o vídeo em mãos, os criminosos cobravam a chantagem de acordo com a condição financeira da vítima.
— O valor da extorsão vai variando de acordo com a classe econômica da vítima. Na maioria das vezes, a vítima chega a pagar uma parte, só que o autor não para e continua extorquindo. E aí a vítima vem na delegacia fazer a denúncia.
Uma das vítimas procurou a delegacia especializada enquanto era extorquida. Em uma das mensagens, um dos suspeitos revela que o esquema é apenas com dinheiro e ainda zomba do trabalho da polícia dizendo que iria demorar para encontrá-lo.
O homem identificado como Isaías Rodrigues Barbosa era dono de uma lan house e foi preso temporariamente por extorsão. Segundo as investigações, era dele a conta bancária fornecida às vitimas para depósito. O homem que extorquia as mulheres era um frequentador do estabelecimento.
A lan house de Isaías aparece em ao menos outros três inquéritos. Em computadores apreendidos, a DRCI encontrou dezenas de fotos e vídeos íntimos de supostas vítimas.
O uso cada vez mais frequente das redes sociais fez o crime de extorsão crescer 50% em um ano. No último mês, a DRCI prendeu quatro criminosos que exigiam dinheiro para não divulgar arquivos pessoais de vítimas. A pena para o crime de extorsão é de quatro a dez anos de prisão e multa.
A delegada Terra alerta para a importância de denunciar o crime e se prevenir contra o criminosos na internet.
— A forma de a gente prevenir esse crime está diretamente ligada à conscientização das pessoas sobre as consequências da sua exposição.
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