Rio de Janeiro Delegada diz que controle de pastor sobre vida de Flordelis motivou planejamento da morte

Delegada diz que controle de pastor sobre vida de Flordelis motivou planejamento da morte

Audiência sobre assassinato de Anderson do Carmo realizada em Niterói nesta terça-feira (12) terá julgamento de quatro réus 

  • Rio de Janeiro | Victor Tozo*, do R7, com Record TV Rio

Filhos de Flordelis, ex-policial militar e sua ex-esposa serão julgados em audiência desta terça

Filhos de Flordelis, ex-policial militar e sua ex-esposa serão julgados em audiência desta terça

MAURICIO ALMEIDA/W9 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 12/04/2022

A delegada Bárbara Lomba, responsável pela investigação da morte de Anderson do Carmo, foi a primeira testemunha a prestar depoimento na audiência realizada nesta terça-feira (12). Ela relatou ao Tribunal do Júri de Niterói que o controle exercido pelo pastor sobre a vida da ex-deputada Flordelis gerou incômodo na família e motivou o planejamento do assassinato.

Segundo Lomba, as investigações do caso mostraram que a forma como o pastor direcionava a vida política, religiosa, financeira e artística de Flordelis causou uma divisão na casa onde o casal morava com os 55 filhos, biológicos e adotivos.

Ainda de acordo com a delegada, o grupo que se aproximou de Flordelis nessa disputa passou a planejar o assassinato de Anderson, o que foi descoberto através de troca de mensagens, as quais foram analisadas pela polícia.

O depoimento de Lomba durou mais de duas horas. Em seguida, a sessão foi interrompida para o almoço. Nesta etapa, estão previstos os depoimentos de 16 testemunhas e o julgamento de quatro réus: dois filhos de Flordelis, um ex-policial militar e sua ex-esposa.

Antes do início da audiência, os advogados de Flordelis e os da família de Anderson trocaram acusações. Janira Rocha, defensora da ex-deputada, disse que vai revelar ao júri supostos abusos cometidos pelo pastor contra as mulheres da casa na sessão que será realizada no dia 9 de maio.

Já Ângelo Máximo, que representa a família da vítima, rebateu a fala de Rocha, afirmando que a declaração era "covarde" e que as mulheres referidas já tinham sido ouvidas pela polícia e não haviam relatado abusos.

Em depoimento, a delegada foi questionada pelo Ministério Público sobre os supostos crimes cometidos pela vítima. Ela disse que as investigações não confirmaram que Anderson praticou abusos sexuais contra mulheres da casa e que teriam ocorrido atos com consentimento. 

Barbara Lomba afirmou também que Flordelis e Anderson mantinham a imagem de casal no mundo externo e que se comportavam como amigos em casa. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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