Rio de Janeiro Esgoto deixa moradores ilhados na Baixada Fluminense

Esgoto deixa moradores ilhados na Baixada Fluminense

Vazamento atingiu casas de conjunto habitacional em São João de Meriti

  • Rio de Janeiro | Jaqueline Suarez, do R7

Obstrução de galeria provocou inundação de esgoto em Coelho da Rocha

Obstrução de galeria provocou inundação de esgoto em Coelho da Rocha

Severino Silva/03.01.2018/Agência O Dia

Um vazamento de esgoto deixou ilhados os moradores de um conjunto habitacional no bairro Coelho da Rocha, em São João de Meriti, Baixada Fluminense. O problema começou dias antes do Natal e se intensificou nos últimos dias, quando fortes chuvas atingiram o município. Com ruas alagadas, quem mora no local se vê ilhado dentro de casa, temendo doenças e risco constante que a água invada as casas, como contou a vice-presidente da associação de moradores da região, Cristiane Pereira.

— O alagamento já está entrando nas casas, não chegou a atingir as paredes, mas já está no quinta, no chão da sala. É água de esgoto dentro de casa. Estamos privados até de tomar banho, de lavar roupa, louça, qualquer água enche o conjunto.

Os alagamentos no conjunto são um problema antigo. A diferença é que, dessa vez, não é a água da chuva que está inundando as ruas, mas sim o esgoto das casas que está retornando das tubulações e desaguando a céu aberto. A causa, constatada por equipes da Prefeitura de São João de Meriti que estiveram no local, foi a obstrução de uma galeria, que teria sido provocada por obras de uma empresa terceirizada.

Pelo menos quatro das oito ruas do Conjunto Habitacional Fronteira estão tomadas pela água. Nos últimos dias, quando começaram as chuvas no Estado, a situação piorou ainda mais. O vazamento de esgoto se somou a água que transbordou do valão, que passa atrás das casas.

Registro da situação pela manhã

Registro da situação pela manhã

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— Eu não estou conseguindo sair de casa, meu portão está alagado — desabafou Gisele Cardoso, moradora do conjunto.

Ela contou ainda que na terça (2), quando saiu para trabalhar, a água batia no tornozelo. Quando voltou, já estava na altura do joelho. No trecho da rua Farol da Barra, onde Gisele mora, o alagamento começou no dia 31, mesmo sem registro de chuvas.

— Nós acionamos a prefeitura, eles estiveram aqui e viram o problema que nós já tínhamos visto. Uma fábrica fez obras e fechou uma galeria. Agora eles [prefeitura] estão abrindo para passar o esgoto — explicou Cristiane Pereira.

Ela conta que os alagamentos se intensificam por outro problema: uma passarela construída dentro da área de conjunto pela concessionária Nova Dutra, que levou o escoamento da água para as ruas do conjunto.

— A água está verde, pra você ver a quantidade de tempo que está parada. Pessoas doentes, com medo das crianças ficarem na rua... — disse Cristiane, que vive com os dois filhos no conjunto.

A partir dessa quinta-feira (4), os moradores começarão a ser vacinados, como medida preventiva.

— Estou em casa aguardando um carro para ir para associação tomar vacina contra hepatite e antitetânica — contou Gisele.

Há dois dias a Prefeitura iniciou as obras na área para liberar as galerias e baixar o nível da água. Na tarde desta quinta, o grupo que está trabalhando no local conseguiu desassorear o valão, fazendo baixar o nível da água. De acordo com os moradores, por volta das 13h30, os alagamentos já haviam escoado.  

A expectativa, segundo Gisele, é que administração municipal envie equipe e maquinário para auxiliar os moradores na limpeza das ruas. 

Foto enviada às 13h30 por Cristiane Pereira, vice-presidente da associação

Foto enviada às 13h30 por Cristiane Pereira, vice-presidente da associação

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*Sob supervisão de PH Rosa

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