Estupro coletivo: polícia ouve amiga de adolescente atacada após baile funk em morro pacificado no Rio
Vítima prestou depoimento na tarde de segunda-feira (19)
Rio de Janeiro|Do R7

A delegada Valéria Aragão vai ouvir nesta terça-feira (20) duas testemunhas consideradas importantes sobre o caso da adolescente de 17 anos que sofreu um estupro coletivo na madrugada de domingo (18), quando saída de um baile funk no morro da Mineira, no centro do Rio. O dono do local onde a festa aconteceu e a amiga da vítima, que conseguiu fugir dos estupradores, são aguardados na Delegacia da Cidade Nova (6ª DP), segundo informações da Polícia Civil.
Na tarde de segunda-feira (19), a adolescente estuprada prestou depoimento. Após ouvir a menina por cerca de quatro horas, a delegada percorreu com a ela os lugares pelos quais a jovem passou durante e após o ataque.
A comunidade onde o crime aconteceu é pacificada desde 2011. A adolescente contou a policiais que foi obrigada a fazer sexo com o grupo, além de ter sido espancada. Ela só não foi mais violentada porque um morador apareceu.
— Iam ser todos, só que o dia já tava amanhecendo. Aí um morador saiu. Eu pedi pra ele me ajudar, aí ele falou que era pra mim subir que saía na (morro da) Coroa... Eu tava sem roupa.
Após escapar, ela pediu ajuda a policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do São Carlos. Aos prantos, a mãe da adolescente não se conformava com o crime praticado contra sua filha.
— A garota sai para se divertir e volta desse jeito pra casa.
A menina foi encaminhada para o Hospital Souza Aguiar, onde foi examinada e medicada.















