Logo R7.com
RecordPlus

Ex-vereadora de Búzios, Gladys Pereira é presa por esquema de ‘rachadinha’

Salários de assessores eram sacados e repassados à ex-parlamentar em espécie ou por depósitos, somando mais de R$ 200 mil

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Gladys Pereira, ex-vereadora de Búzios, foi presa por crimes de associação criminosa e peculato.
  • O esquema de 'rachadinha' desviou recursos públicos da Câmara Municipal entre 2017 e 2020.
  • Mais de R$ 200 mil foram identificados em depósitos em espécie na conta da ex-parlamentar.
  • A investigação contou com depoimentos de ex-assessores e indícios de nepotismo em cargos comissionados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Gladys exigia repasse dos salários de assessores como condição para permanência nos cargos Reprodução/RECORD

Foi presa, nesta terça-feira (24), Gladys Pereira Rodrigues da Costa, ex-vereadora de Búzios, pelos crimes de associação criminosa e peculato, após denúncia do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) à Justiça. Outras três pessoas também foram detidas.

A acusação decorre de investigação própria do Ministério Público que apurou um esquema de “rachadinha”, com desvio de recursos públicos praticado na Câmara Municipal de Búzios entre 2017 e 2020.


A pedido do MPRJ, a Justiça deferiu um mandado de prisão e um de busca e apreensão contra a ex-vereadora, cumpridos por promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e agentes da CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência), no município da Região dos Lagos.

Segundo a denúncia, a então parlamentar organizou um sistema de arrecadação ilegal de parte ou até da totalidade dos salários de assessores nomeados em seu gabinete.


Após os pagamentos realizados pela Câmara, os valores eram sacados em dinheiro e repassados à vereadora em espécie ou por meio de depósitos bancários.

A investigação identificou 87 depósitos em espécie na conta da denunciada entre 2017 e 2019, somando mais de R$ 200 mil.


Entre as provas reunidas estão depoimentos de ex-assessores que relataram a exigência dos repasses como condição para permanência nos cargos, comprovantes de depósitos e a análise das movimentações financeiras realizada pela CSI.

A investigação também aponta a indicação de familiares para cargos comissionados. Entre os investigados há assessores que confessaram a prática criminosa e firmaram acordos de não persecução penal com o Ministério Público.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.