Rio de Janeiro Fiocruz apura morte de PMs por febre maculosa no RJ

Fiocruz apura morte de PMs por febre maculosa no RJ

Agentes participaram de Curso de Operações do Choque, que foi interrompido. Morte de sargento pela doença foi confirmada

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

Resumindo a Notícia

  • Dois policiais militares morreram após apresentarem sintomas de febre maculosa
  • Pacientes fizeram Curso de Operações da Polícia de Choque no Rio de Janeiro
  • Exame confirmou morte de sargento pela doença; laudo do 2º agente ainda é aguardado
  • Apesar dos casos, Secretaria Estadual de Saúde diz que não há risco de epidemia
Sargento e cabo morreram após sintomas de febre maculosa no Rio de Janeiro

Sargento e cabo morreram após sintomas de febre maculosa no Rio de Janeiro

Reprodução/Record TV Rio

Dois policiais militares que participaram do COPC (Curso de Operações da Polícia de Choque), no Rio de Janeiro, morreram após sintomas de febre maculosa. Na última sexta-feira (22), um sargento que atuava como instrutor veio à óbito. No domingo (24), o cabo Mario César Coutinho do Amaral, que estava no mesmo treinamento, faleceu. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o laudo do primeiro paciente confirma a morte em decorrência da doença. A Polícia Militar informou que os exames complementares estão sendo realizados pelo Hospital da Fiocruz, onde o sargento da Silva estava internado quando faleceu. 

Sobre a morte de Mário César, a Fiocruz ainda aguarda o resultado do exame laboratorial. Outros militares que participavam do curso estão sendo acompanhados pelo Ambulatório de Febre do Instituto Oswaldo Cruz. 

Com a suspeita de febre maculosa transmitida durante as instruções do COPC, o curso foi interrompido para avaliação de toda equipe de instrução e alunos. O local do treinamento não foi informado. Em nota, a PM disse que lamenta a morte dos agentes.

O cabo Mario César estava há nove anos na corporação, dos quais quatro foram dedicados ao trabalho no Batalhão de Polícia de Choque. Ainda não há informações sobre o sepultamento dos policiais.

A febre maculosa

O secretário Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, afirmou, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (25), no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, que a Secretaria Estadual de Saúde também investiga os casos.

O secretário explicou que a febre maculosa é uma doença transmitida por uma bactéria, por meio de um vetor de transmissão, o carrapato estrela. Geralmente, esse carrapato sobrevive em cavalos e capivaras. 

Para as autoridades, o que causou estranhamento para os profissionais da saúde foi o local da ocorrência dessas mortes, já que, segundo o secretário, a febre maculosa costuma ser registrada na região serrana e no noroeste do estado. 

"Essa região notificada de forma ainda preliminar, com uma investigação que está em curso, não é uma área endêmica de febre maculosa", afirmou Chieppe. 

A doença possui tratamento com antibiótico desde que o medicamento seja introduzido nos primeiros dias de sintomas. Com atraso no diagnóstico e tratamento tardio, a febre maculosa pode trazer complicações graves.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não há risco de epidemia.

*Estagiária do R7, sob supervisão Bruna Oliveira

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