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Forças Armadas fazem operação em comunidades de Angra dos Reis

Ação faz parte de uma das medidas da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro; Polícia Federal também participa de ação

Rio de Janeiro|Rayssa Motta, do R7*, com Agência Brasil

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Cerca de 2,2 mil homens das Forças Armadas fazem nesta quinta-feira (13) uma operação em oito comunidades de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. De acordo com o Comando Conjunto das Forças Armadas, a ação envolve cerco, patrulhamento, remoção de barricadas, revistas de pessoas e checagem de antecedentes criminais, nas comunidades de Parque Belém, Areal, Sapinhatuba (I, II e III), Lambicada, Camorim Grande e Camorim Pequeno, onde vivem cerca de 23 mil pessoas.

Os militares também verificam denúncias de atividades criminosas, em especial de tráfico de drogas, e cumprem mandados judiciais. Além das tropas federais, participam da operação 160 policiais militares e 70 policiais civis, que usam blindados e aeronaves.


As Forças Armadas distribuem folhetos impressos pedindo a colaboração da população e oferecem dois canais para receber as denúncias: o telefone 0300-253-1177 e o e-mail ouvidoria.intervencao@cml.eb.mil.br. A ação é uma das medidas da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Polícia Federal cumpre mandados de prisão


A PF (Polícia Federal) também participa da operação. Os agentes da PF, com apoio da Polícia Civil e das forças federais de intervenção, deflagraram a segunda fase da Operação Dillinger, batizada de "Crepitus" (explosão), para desarticular uma quadrilha especializada na prática de roubos com explosivos em agências bancárias na Costa Verde e adjacências.

Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, sendo sete mandados em Angra dos Reis, um na cidade do Rio de Janeiro, um em Seropédica e um no município paulista de Pardinho.


Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, além dos roubos aos caixas eletrônicos, a quadrilha se associou ao tráfico de drogas. O grupo seria responsável pela segurança, esconderijo e encobertamento da prática delitiva de duas facções criminosas.

A Operação Crepitus é resultado de investigação do roubo e tentativa de roubo à duas agências em Paraty, em março deste ano. De acordo com a investigação da PF, o grupo armado responsável por esses crimes foi formado por um dos investigados na Operação Dillinger, deflagrada em 2016.


Os envolvidos já são alvos de ação penal e respondem pelos crimes organização criminosa, roubo, incêndio, explosão, posse e/ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e posse e/ou porte ilegal de artefato explosivo ou incendiário.

No último balanço, divulgado pelo Comando Militar do Leste às 12h, dez pessoas haviam sido presas e um corpo encontrado na área de Sapinhatuba II. A morte foi atrubuída pelo Exército a um confronto entre facções rivais que teria acontecido na noite anterior.

Além disso, foram apreendidos um carregador de fuzil, um uniforme da Polícia Militar do Rio de Janeiro, drogas ainda não contabilizadas, 63 bisnagas de explosivos, 20 metros de estopim para detonação, cinco granadas caseiras, dois radiocomunicadores, dois celulares, um coldre de pistola.

Foram realizadas ainda 1.800 revistas em pessoas e veículos.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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