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Francês suspeito de racismo empurra imprensa e soca vidro de carro ao deixar delegacia no Rio

Gilles David Teboul entregou o passaporte, conforme decisão da Justiça; defesa do estrangeiro negou que ele tenha cometido crimes

Rio de Janeiro|Do R7, com Record TV Rio

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Gilles socou o vidro do carro ao ser cercado por jornalistas
Gilles socou o vidro do carro ao ser cercado por jornalistas

O francês Gilles David Teboul esteve na 12ª DP (Copacabana), zona sul do Rio, nesta quinta-feira (7), para entregar o passaporte após a Justiça proibi-lo de sair do país. Ao deixar a delegacia, o estrangeiro empurrou a imprensa e bateu contra o vidro do carro para afastar os jornalistas. O homem é investigado por ofensas racistas, agressão e ameaça contra o porteiro Reginaldo Silva.

Ontem, o Plantão Judiciário também determinou que Gilles não pode mais se aproximar do funcionário do condomínio onde mora em Copacabana.


O caso aconteceu no último dia 26. O porteiro contou que o estrangeiro se queixou de que a porta do elevador estava aberta e afirmou que ele não tinha capacidade para exercer a função. Em seguida, disse que Reginaldo era "um negro".

Câmeras de segurança registraram o francês exaltado na discussão. A juíza Maria Izabel Pena, que analisou o vídeo, ressaltou que, apesar de não ter registro de som, é possível perceber a agressividade de Gilles nas imagens.


Uma moradora do condomínio prestou depoimento e confirmou ter presenciado o momento em que o estrangeiro deu um tapa no rosto do porteiro e o chamou de "preto, fedorento e macaco".

A defesa de Gilles David Teboul negou que o cliente tenha cometido os crimes pelos quais está sendo acusado. "Na verdade, ele só tirou o porteiro de perto dele. Mas, em nenhum momento, ofendeu e agrediu, até porque ele já é uma pessoa de idade e tem problemas de saúde", disse o advogado Marcio de Barros.

O advogado ainda acrescentou que o francês reclamou com o porteiro porque o funcionário não queria abrir a porta do elevador. O representante disse que Reginaldo ofendeu Gilles, que ficou insatisfeito. A defesa também declarou que o cliente não tem o perfil de uma pessoa agressiva.

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