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Jungle Fight transforma sede do Bope em palco de inclusão e superação no Rio

Evento celebrou os 48 anos do batalhão e mostrou o esporte como alternativa real para afastar jovens do crime e mudar realidades no estado

Rio de Janeiro|Do R7

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A “Arena Jungle” foi montada dentro do Bope e recebeu 11 combates Hugo Elevaty Esportes/ BOPE

A sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) viveu uma noite histórica no último sábado (17). Acostumado a treinos intensos, disciplina extrema e operações de alto risco, o quartel recebeu uma edição especial do Jungle Fight, um dos maiores eventos de lutas do país. A celebração marcou os 48 anos do batalhão e reuniu atletas, policiais, projetos sociais e moradores, reforçando o papel do esporte como ferramenta de inclusão e transformação.

A arena montada dentro do Bope recebeu 11 combates que levantaram o público. Dentro do cage, o clima foi de intensidade e respeito. Fora dele, a mensagem era clara: aproximar a polícia da população e mostrar que o esporte pode ser um caminho real para afastar jovens da criminalidade.


Para o CEO do Jungle Fight, Wallid Ismail, o evento simboliza essa integração entre forças de segurança e sociedade." Os batalhões da Polícia Militar abrem as portas para a população. Os projetos sociais incluem jovens no mercado de trabalho do esporte. Que eles entrem nos batalhões e vejam os policiais e campeões como ídolos. É isso que queremos", afirmou.

Destaques da noite


O campeão dos pesos médios, João Dantas, manteve o cinturão ao finalizar Rodolfo dos Santos no segundo round, sendo o principal destaque técnico da noite.

o campeão dos pesos médios João Dantas foi o principal destaque técnico da noite Hugo Elevaty Esportes / BOPE

Mas uma das comemorações mais intensas veio com a vitória do policial militar Eduardo Alves Rodrigues, do 5º BPM. Lutando diante de colegas de farda, ele finalizou Yuri Machado ainda no primeiro round, arrancando aplausos e emoção do público.


Esporte como ferramenta social

O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, destacou o simbolismo da data e o impacto do evento." Estamos comemorando o 48º aniversário do batalhão. É um dia de alegria com nossos policiais, famílias e a sociedade. Recebemos projetos sociais de jiu-jitsu de todo o estado. Projetos que salvam jovens da droga e da violência. É uma convergência poderosa de transformação", disse.

O comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, destacou o simbolismo da data e o impacto social da iniciativa Raian Cardoso/ RECORD

Ao todo, a edição terminou com sete finalizações e um nocaute técnico, confirmando o alto nível técnico dos atletas e a força do Jungle Fight no cenário nacional.


Reconhecimento

O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, classificou a edição no Bope como histórica." É um momento histórico receber uma etapa do Jungle Fight no nosso Batalhão de Operações Especiais. O esporte transforma vidas. Tivemos lutadores de comunidades no card preliminar. O papel da Polícia Militar é esse: mudar paradigmas e quebrar a narcocultura que tenta se impor nas comunidades", afirmou.

Mais do que os resultados esportivos, o legado deixado pelo Jungle Fight 144 foi o reforço de que o esporte pode promover disciplina, ressocialização e esperança — especialmente para jovens que buscam novas oportunidades.

A próxima edição, o Jungle Fight 145, está marcada para o dia 28 de fevereiro.

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