Justiça condena quatro envolvidos na morte de dona de restaurante na Gávea
Tintim, como era conhecida, foi vítima de uma "saidinha de banco" em julho de 2014
Rio de Janeiro|Do R7

A Justiça do Rio condenou nesta segunda (16) os quatro homens acusados de roubar e matar a empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, dona do restaurante Guimas, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O crime aconteceu em julho de 2014.
Eles foram condenados por latrocínio, associação criminosa armada e corrupção de menores. O autor dos disparos, Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, foi condenado a 34 anos, quatro meses e 315 dias-multa. Vitor Brunizzio Teixeira foi responsável por avisar que a empresária havia sacado R$ 12 mil reais do banco que fica a poucos metros do restaurante. Ele e Klaus Kischkel Júnior foram condenados a 30 anos, oito meses e 280 dias-multa.
Marcos Vinicius do Nascimento Bomfim foi condenado a 29 anos, oito meses e 245 dias-multa. As penas terão que ser cumpridas, inicialmente, em regime fechado. Um adolescente também estaria envolvido. Marcos e Klaus teriam dado cobertura à fuga dos criminosos.
Caso Guimas
No dia 17 de julho de 2014, a empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas morreu após ser perseguida por criminosos na Gávea, zona sul do Rio. Tintim, como era conhecida uma das sócias do restaurante Guimas, foi atingida por um tiro à queima roupa na cabeça depois de sacar R$ 12 mil em uma agência bancária próxima ao restaurante.
No dia 8 de agosto daquele ano, policiais da Divisão de Homicídios da Capital apresentaram três dos cinco envolvidos no crime: são eles, Vitor Brunizzio Teixeira, de 25 anos, conhecido como Ganso; Jardel Wanderson de Oliveira Vilas Boas, de 28, e Marcos Vinicius do Nascimento Bonfim, de 21. Autor do disparo, Jardel disse que estava arrependido do crime.
— Estou arrependido. Se arrependimento matasse não estaria aqui hoje.
Na época, o então delegado da Divisão de Homicídios, Rivaldo Barbosa, condenou a falta de segurança dentro da agência bancária. Segundo ele, a exposição de Tintim dentro do banco facilitou a escolha dela por parte dos criminosos.
— Não resta dúvida que houve fragilidade na segurança daquela agência. Uma vez que é inadmissível que se separe uma sala para retirar dinheiro. Então todas as pessoas que entraram naquela sala estão sendo visualizadas e efetivamente quem sai dali é porque pegou dinheiro. Então nós temos que repensar e discutir a segurança de algumas agências bancárias. Coloca-se em risco a população, os funcionários do banco e o banco só protege o próprio dinheiro dele.















