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Justiça condena três PMs por fraude após morte de Kathlen Romeu, em 2021

Tribunal entendeu que policiais adulteraram provas para simular confronto após a morte de jovem grávida

Rio de Janeiro|Do R7

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Kathlen de Oliveira Romeu estava grávida de três meses
Kathlen de Oliveira Romeu estava grávida de três meses Reprodução/ RECORD

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou três policiais militares por fraudar a cena da morte de Kathlen Romeu, ocorrida em junho de 2021, no Complexo do Lins, na zona norte da capital. A decisão foi tomada pela 6ª Câmara Criminal, que acolheu recurso do Ministério Público e reverteu a absolvição dada pela Auditoria Militar no ano passado.

Foram condenados os PMs Rodrigo Correia de Frias, Marcos Felipe da Silva Salviano e Rafael Chaves de Oliveira, por apresentarem cápsulas de munição e um carregador de fuzil de forma fraudulenta, com o objetivo de simular um confronto armado que, segundo a Justiça, não aconteceu. Cada um recebeu pena de 2 anos e 15 dias de reclusão, em regime aberto, além de multa. Ainda cabe recurso.


Kathlen e o marido esperavam um bebê
Kathlen e o marido esperavam um bebê Reprodução/ RECORD

Relembre o caso:

Kathlen Romeu, designer de interiores de 24 anos, estava grávida de 13 semanas quando foi atingida por um tiro de fuzil enquanto caminhava com a avó. A jovem morreu após dar entrada em um hospital da região. A Justiça entendeu que a fraude teve como objetivo dificultar a investigação e sustentar a tese de legítima defesa dos policiais.


Em processo separado, Frias e Salviano ainda vão a júri popular por envolvimento direto na morte de Kathlen. A data do julgamento ainda não foi definida.

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