Rio de Janeiro Justiça Federal do Rio condena Sérgio Cabral por corrupção passiva

Justiça Federal do Rio condena Sérgio Cabral por corrupção passiva

Juiz Marcelo Bretas definiu pena de 16 anos e 8 meses de prisão em regime fechado ao ex-governador por liderar esquema ilícito

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro

Arquivo/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado a 16 anos e oito meses de prisão em regime fechado e 533 dias-multa, no valor de um salário mínimo, por corrupção passiva em decisão tomara pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, na última terça-feira (22). A juiz condenou ainda outras dez pessoas por corrupção passiva, ativa e outros crimes. 

Cabral foi acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) de realizar acordos para beneficiar empredários do setor do transporte público. No período de 30 de julho de 2010 a 20 de outubro de 2016, Cabral teria recebido pagamento de R$ 144.781.800. Entre as alegações dos defensores do ex-governador, estão falta de provas, violação do devido processo legal e cerceamento do direito de defesa. 

Na decisão, Bretas afirma que Cabral é "o principal idealizador os esquemas ilícitos", valendo-se da autoridade conquistada pelo apoio de milhões de votos. "Mercantilizou a função pública obtida por meio da confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua conduta deve ser valorada cm maior rigor do que a de um corrupto qualquer". Segundo Bretas, a culpabilidade do ex-governador é "elevada" e sua conduta social "altamente reprovável".

Para estabelecer a pena, o juiz considerou que Cabral "era um dos principais responsáveis pela promoçã e organização do núcleo criminoso instalado na Administração Pública estadual, dirigindo e coordenando as atividades, exercendo nítido papel de líder".

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