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Justiça mantém medidas contra argentina acusada de racismo em Ipanema

Agostina Paez é acusada de insultar funcionários com ofensas racistas em um bar na Zona Sul do Rio

Rio de Janeiro|Do R7

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Turista segue proibida de deixar o Brasil por caso de racismo em Ipanema Reprodução/ RECORD

O Ministério Público do Rio (MPRJ) conseguiu, nesta quarta-feira (25), que a Justiça mantivesse as medidas contra a turista argentina Agostina Paez. Ela é acusada de fazer ofensas racistas a funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A decisão foi tomada pela 37ª Vara Criminal durante uma audiência do processo.

A turista é ré em um processo criminal após denúncia do Ministério Público, apresentada em fevereiro. O caso teve grande repercussão depois que vídeos e relatos dos funcionários ofendidos foram divulgados nas redes sociais.


Durante a audiência, a defesa alegou que as medidas cautelares seriam excessivas, afirmando que a ré estaria afastada da família e sofrendo supostas ameaças de morte. O MPRJ chegou a se manifestar favoravelmente à revogação das restrições, desde que houvesse o pagamento de até 50% do valor da indenização pleiteada pelas vítimas, como forma de caução. Em caso de impossibilidade financeira, o Ministério Público defendeu a permanência da acusada no país até a sentença.

Em vídeo, turista argentina afirmou temer prisão no Brasil Reprodução/ RECORD

A Justiça entendeu que não houve nenhuma mudança no caso que justificasse a retirada das medidas e decidiu mantê-las. Segundo a decisão, liberar o retorno da acusada à Argentina poderia passar a ideia de impunidade, por se tratar de um caso grave e que teve grande repercussão.


Entre as medidas mantidas estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de deixar a comarca e o país, a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.

Na decisão, o juiz rejeitou o argumento da defesa de que a acusada poderia cumprir uma eventual pena na Argentina. Segundo a Justiça, o documento apresentado não prova que existe um acordo entre os dois países que garanta o cumprimento da pena fora do Brasil.


O processo agora segue para a fase de alegações finais da acusação e da defesa, etapa que antecede a sentença. O Ministério Público reforça a importância da responsabilização da acusada e da proteção às vítimas de crimes de racismo.

Entenda o caso: turista argentina é acusada de racismo em bar de Ipanema, em fevereiro


Agostina é denunciada por racismo e tem passaporte retido Reprodução/ RECORD

A turista argentina Agostina Paez foi acusada de proferir ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O episódio ocorreu em fevereiro deste ano e ganhou grande repercussão após vídeos e relatos das vítimas serem divulgados nas redes sociais. O Ministério Público denunciou a turista pelo crime de racismo, e a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição de deixar o país e a retenção do passaporte.

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