Justiça nega recurso para PMs envolvidos na morte de Patrícia Amieiro

Eles respondem por homicídio tentado e fraude processual por terem alterado o local do crime, sendo dois apenas por fraude processual

Patrícia morreu em 2008 e corpo nunca foi encontrado

Patrícia morreu em 2008 e corpo nunca foi encontrado

Reprodução/Record TV Rio

A Justiça negou o recurso dos quatro policiais militares envolvidos na morte da engenheira Patrícia Amieiro, na Barra Da Tijuca, zona oeste do Rio. Ela foi morta no dia 14 de junho de 2008.

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De acordo com o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), dois suspeitos respondem por homicídio tentado e fraude processual por terem alterado o local do crime, enquanto os outros dois respondem apenas por fraude processual.

Um dia antes do julgamento, que estava marcado para o mês de setembro, os advogados dos militares conseguiram uma liminar para adiá-lo, sob o argumento de que o novo advogado não havia tido tempo de apresentar a lista das testemunhas de defesa.

Os desembargadores concluíram que o objetivo do pedido era apenas adiar mais o julgamento, uma vez que um dos advogados dos PMs está no caso há mais de dez anos, tendo tido tempo suficiente para listar as testemunhas. O júri, agora, poderá ser remarcado pela 1ª Vara Criminal do TJ.

Patrícia desapareceu em junho de 2008, após sofrer um acidente com seu carro na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Em 2013, o Ministério Público mudou a denúncia de homicídio qualificado consumado para homicídio tentado, uma vez que o corpo de Patrícia nunca foi encontrado.

*Sob supervisão de PH Rosa