Lagoas do RJ são monitoradas para evitar ligação com o mar

Corrente marítima levou mais de 100 toneladas de gigogas e taboas para as paias das regiões dos lagos

Lagoas de Carapebus são monitoradas

Lagoas de Carapebus são monitoradas

Reprodução Record TV

A Polícia Militar e a Secretaria de Meio Ambiente sobrevoaram o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba para monitorar um possível novo rompimento das barragens das lagoas Carapebus e Paulista, no norte do estado do Rio de Janeiro

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Pouco antes do Natal, mais de mil toneladas de taboas e gigogas sujaram praias de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios. As barragens foram abertas para o escoamento da água que alagou o balneário de Carapebus em dezembro. 

Com a abertura, plantas aquáticas presentes nas lagoas foram lançadas ao mar. Até o momento, já foram removidas mais 550 toneladas da vegetação em Cabo Frio, 270 em Arraial e 20 em Búzios. O material recolhido foi enviado ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente), e exames mostram que as plantas não oferecem riscos à saúde.

Uma força-tarefa que durou cerca de 10 dias refez as barreiras artificiais para fechar a ligação entre os lagos e o mar. Na Lagoa do Paulista, foram necessárias 200 ecobags com uma tonelada de areia cada para consolidar o trabalho. "A areia misturada a vegetação forma uma contenção que tende perenizar a abertura da barra do Paulista", explicou o major Daniel Frederico, diretor de fiscalização e emergência. O monitoramento é diário para garantir que as lagoas continuem fechadas.