Rio de Janeiro Líderes de torcidas organizadas do Rio são presos em operação 

Líderes de torcidas organizadas do Rio são presos em operação 

Para MP, clubes estariam financiando organizadas banidas de estádios

Líderes de torcidas organizadas do Rio são presos em operação 

MP identifica relação entre dirigentes e organizadas

MP identifica relação entre dirigentes e organizadas

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 01.12.2017

Policiais da DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática), em parceria com o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e o JETGE (Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos), prenderam, na manhã desta sexta-feira (1), Manuel de Oliveira Menezes, presidente da torcida Young Flu; Luiz Carlos Torres Júnios, vice-presidente da Young Flu; e Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu. O quarto mandado de prisão é para o presidente da Fiel Tricolor, Carlos Alberto Almeida, que ainda não foi localizado e já é considerado foragido. Segundo o MP, foi identificada uma relação entre dirigentes de clubes de futebol e torcidas organizadas.

De acordo com o inquérito, os clubes fornecem ingressos às organizadas que são, posteriormente, desviados para a prática do cambismo. Ainda segundo o órgão, outra ilegalidade cometida pelos clubes é o financiamente de torcidas organizadas penalizadas e afastadas dos estádios. Para o MP, a conduta dos times incita ainda mais a violência no futebol. 

Além das prisões, Felipe Ferraz de Souza, conhecido como Fil, presidente interino da Fúria Jovem do Botafogo, e Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla, foram conduzidos para prestarem depoimento na Cidade da Polícia, no Jacaré, zona norte do Rio. 

Durante a operação, a polícia apreendeu materiais das torcidas, cerca de 200 ingressos e dois facões na sala do vice-presidente do Botafogo Anderson Simões. Simões, que já seria alvo de uma condução coercitiva, foi levado para prestar esclarecimentos. 

A Operação Limpidus cumpriu três mandados de prisão temporária, 13 de busca e apreensão e dez de condução coercitiva. Agentes realizam buscas nos estádios Nilton Santos, Laranjeiras e São Januário. 

Veja a nota oficial do Flamengo sobre a operação:

"O Flamengo não tem qualquer tipo de participação em esquemas de repasse de ingressos para cambistas. Pelo contrário: em todos os momentos em que o clube tomou ciência de práticas contra a lei no que diz respeito ao assunto notificou a polícia e colaborou com investigações para sempre defender os interesses dos rubro-negros. Nossos esforços são sempre aplicados para que toda colaboração dos torcedores com venda de ingressos, programa de sócio-torcedor ou qualquer tipo de interação com o clube vá para os cofres do mesmo e não para terceiros. O Flamengo valoriza muito a colaboração dos órgãos públicos no combate a qualquer tipo de fraude nessa ou qualquer outra área"

    Access log