Manifestantes pedem justiça para médica agredida no Rio

Ticy Azambruja, de 35 anos, atacada após denunciar uma festa, no último sábado (30), participou do ato em meio a dezenas de apoiadores

Médica agredida participou de ato no Grajaú

Médica agredida participou de ato no Grajaú

Paulo Rubert/ Record TV

Manifestantes cobraram justiça para o caso da médica agredida no bairro do Grajaú, zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (3).

Ticy Azambruja, de 35 anos, atacada após denunciar uma festa, no último sábado (30), participou do ato em meio a dezenas de apoiadores.

Durante o protesto, o grupo espalhou cartazes em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros, que fica ao lado da casa onde ocorreu toda a confusão e, segundo ela, militares, que presenciaram a cena, negaram socorro.

Todos os suspeitos de participarem da agressão já foram identificados pela Polícia Civil. Entre eles está um sargento do Batalhão de Choque. A Polícia Militar disse hoje que o PM não será afastado, por enquanto, dos serviços administrativos, mas que a Corregedoria também vai investigar o caso.

Bombeiros são acusados de negar socorro à vítima

Bombeiros são acusados de negar socorro à vítima

Paulo Rubert/ Record TV

Ticy Azambruja, que trabalha na linha de frente contra a covid-19, foi atacada após chegar de um plantão e tentar denunciar, sem sucesso, a festa por perturbação e aglomeração.

Após danificar um dos carros estacionados em frente ao evento, a médica foi agredida e chegou a ficar desacordada. Além do trauma psicológico, Ticy sofreu lesões no joelho, pés e mão. 

Imagens de câmeras de segurança registraram toda a cena e serão usadas na investigação. A 20ª DP (Vila Isabel) já ouviu suspeitos, mas encontrou contradições nos depoimentos.

A Corregedoria do Corpo de Bombeiros também apura a conduta dos militares acusados de omissão.