Mapa indica que 81% dos mortos em operações no Rio são negros

Índice levantado pela Casa Fluminense sobe para 100% nas cidades de Cachoeiras do Macacu, Guapimirim, Petrópolis, Rio Bonito e Seropédica

Índice aponta maior risco para negros no RJ

Índice aponta maior risco para negros no RJ

Agência O Dia/ 26.10.2017/Alexandre Brum

Um estudo feito pela Casa Fluminense, batizado de Mapa da Desigualdade 2020, divulgado na última quarta-feira (15), aponta que 81% dos mortos em operações policiais no Rio de Janeiro são negros. A porcentagem deste índice sobe para 88% em Niterói, 89% em Belford Roxo, 93% em Mesquita e 100% em Cachoeiras do Macacu, Guapimirim, Petrópolis, Rio Bonito e Seropédica.

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O levantamento, feito após o cruzamento de 26 bases de dados públicos, indica que moradores da Rocinha vivem 29 anos a menos que moradores de Ipanema, regiões da zona sul da capital. Já nas cidades, a maior diferença fica entre Niterói, na região metropolitana, e Queimados, com expectativas de 70 anos e 58 anos, respectivamente.

A Casa Fluminense também destaca que apenas sete das 22 cidades que formam a região metropolitana do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense possuem delegacias especializadas na violência contra a mulher. A cidade com o maior número de casos de violência a cada mil mulheres é Paracambi, com 20,5 casos.

Na educação, a cidade com mais turmas lotadas, ocasionando déficit de vagas, é Queimados, com 29,2%. A média do Estado do RJ gira entorno dos 11%, enquanto a da região metropolitana é de 15,1%.

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O estudo ainda evidencia a concentração de empregos na capital e em Niterói, com 33,9 e 33,2 empregos formais a cada 100 mil habitantes, respectivamente. As menores taxas pertencem a Belford Roxo e Japeri, municípios da Baixada Fluminense, com 6,4, cada. Em contrapartida, a cidade com maior média salarial em empregos formais é Seropédica, também na Baixada Fluminense, com R$ 4.606,60.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Ingrid Alfaya