MEC barra vestibulares na Gama Filho e na UniverCidade; alunos exigem troca na administração
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Rio de Janeiro|Do R7
O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (13), portaria que veta os vestibulares na Universidade Gama Filho e na UniverCidade, instituições comandadas pelo grupo Galileo Educacional e que acumulam quase três meses de salários atrasados. Alunos reclamam também do abandono nos campus. Em Piedade, sede da UGF, estudantes se queixaram de assaltos. Segundo a assessoria da mantenedora, a segurança foi reforçada.
De acordo com a decisão do MEC, a Gama Filho e a UniverCidade não podem abrir novos cursos ou ampliar o número de vagas, receber novos alunos por vestibular, transferências ou outros processos seletivos e nem iniciar atividades letivas de novas turmas de graduação ou pós-graduação enquanto durar o processo administrativo. As instituições estão proibidas também de fazer novos contratos de financiamento estudantil (Fies) ou oferecer vagas para receber bolsas de estudos do Programa Universidade para Todos (Prouni), pagas pelo Governo Federal.
O MEC informou que a Galileo tem 15 dias para apresentar informações sobre quantidade de alunos matriculados por semestre nos cursos de graduação e pós. A empresa poderá apresentar recurso até 30 dias.
De acordo com o deputado Robson Leite (PT-RJ), relator da CPI das Universidades, o MEC tem poder para intervir e retirar a mantendora, entregando a administração das faculdades a outro gestor.
— Tem mantenedoras querendo assumir. Então, não cabe caminhar para um possível descredenciamento, seria uma temeridade. A melhor ação seria retirar a Galileo e entregar a administração a outra instituição. Isso é possível, viável. Isso envolve interesse de milhares de alunos, professores e funcionários. Não pode ser tratado de forma simples.
As universidades administradas pelo grupo Galileo sofrem com problemas administrativos há mais de um ano. Somente em 2013, a Gama Filho entrou e greve três vezes.
Alunos e professores das instituições lutam pela recuperação e exigem que o MEC retire o Galileo do poder. A família Gama Filho, antiga administradora, demonstrou oficialmente interesse em reassumir a Gama Filho, que também está sendo observada de perto pela Universidade Lusófona de Portugal.
Ao longo da semana, alunos da UGF fizeram manifestação na rua Manoel Vitorino, em Piedade, e deram um nó no trânsito da região. Há cerca de dois meses, alunos de medicina ocuparam por mais de 60 dias a reitoria no campus Piedade. Entre novembro e dezembro, o Galileo fez ao menos seis promessas de pagamento, mas não cumpriu.
Nas páginas de redes sociais criadas e administradas por estudantes, são muitos os pedidos para que o MEC intervenha e troque a mantenedora.















