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Médico responsável por lipoaspiração de jovem que morreu responde a processos e tem condenação por homicídio

Com base nesse histórico, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do cirurgião plástico

Rio de Janeiro|Do R7, com RECORD

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Marilha morreu aos 28 anos RECORD

O médico responsável pela lipoaspiração que terminou com a morte da jovem Marilha Antunes, de 28 anos, no Rio de Janeiro, responde a cinco processos e já possui uma condenação por homicídio.

Segundo a investigação, o cirurgião plástico acumula 13 anotações criminais relacionadas ao exercício da profissão.


Com base nesse histórico, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária do cirurgião plástico, na quinta-feira (11).

O delegado Wellington Vieira, que investiga o caso, contou que o médico já responde por outro caso semelhante ao de Marilha.


“Uma pessoa morreu, em 2008, fazendo uma lipoaspiração em condições idênticas ao caso que está sendo investigado hoje. Naquele ano, a pessoa teve uma perfuração na cavidade abdominal, uma cânula utilizada na cirurgia. Então, já é o segundo caso dele. É um dado importante”, ressaltou o delegado titular da Decon (Delegacia do Consumidor).

Ainda de acordo com o delegado, o médico tem o registro ativo no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro). No entanto, a entidade afirmou que está investigando o novo caso.


O centro cirúrgico onde o procedimento ocorreu foi interditado na terça (9). Durante uma vistoria na clínica, medicamentos fora da validade e outras irregularidades foram identificados no local.

No momento da fiscalização, a gerente administrativa do estabelecimento e a gerente o RH foram detidas, mas acabaram soltas após pagamento de fiança.


As duas vão responder em liberdade por crime contra a relação de consumo, assim como o dono da clínica. A defesa alegou que elas não possuem responsabilidade no caso.

O corpo de Marilha foi enterrado no último dia 10. Segundo a família, o laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que o rim dela sofreu uma perfuração durante o procedimento.

Além de erro médico, os parentes disseram acreditar que a jovem tenha sido vítima de negligência.

A irmã, que acompanhou a paciente durante o procedimento, relatou ter visto uma enfermeira pedir uma ambulância e o momento em que o médico tentou reanimar Marilha.

Em nota, a clínica afirmou que o procedimento foi realizado por uma equipe externa e que a unidade possui os equipamentos necessários.

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