Moradores protestam pela morte de lutador em comunidade do Rio
Cauã da Silva Santos, de 17 anos, era lutador de jiu-jitsu e participava de ação social quando foi assassinado
Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira, do R7*, com Record TV Rio

Os moradores de Cordovil, na zona norte do Rio, protestam nesta terça-feira (5) pela morte do lutador Cauã da Silva Santos, de 17 anos. Segundo os manifestantes, o corpo do jovem foi jogado dentro de um valão por policiais militares que dispararam ao menos duas vezes contra a vítima na noite de ontem.
A manifestação acontece na estrada do Quitungo desde o início da manhã, quando três ônibus foram incendiados. Em nota, o Rio Ônibus afirmou que repudia este tipo de manifestação, que "prejudica toda a população carioca e agrava a crise no setor".
Por volta de 12h30 ainda havia interdição parcial da via na altura da rua Oliveira Melo. A PM acompanha o movimento. Mais cedo, o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar o fogo nos ônibus.
Quanto ao assassinato do jovem, a Polícia Militar disse que abriu uma apuração interna para investigar o ocorrido. De acordo com os familiares, o adolescente era lutador de jiu-jitsu e participava de uma ação social da comunidade do Dourado quando teria sido abordado pelos militares.
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O jovem, que não morava na comunidade, fazia parte do projeto esportivo e iria participar de uma competição nacional em breve. Ele foi o quinto adolescente morto a tiros no Rio de Janeiro este ano, conforme levantado pelo Fogo Cruzado.
As armas dos agentes envolvidos no caso já foram apreendidas pela Polícia Civil, que conduzirá investigação na Delegacia de Homicídios da Capital.
O enterro de Cauã da Silva dos Santos será no cemitério de Irajá, também na zona norte. O velório está previsto para começar às 9h e o sultamento às 15h desta quarta-feira (6).
*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa
















