Rio de Janeiro MP do Rio de Janeiro denuncia cônsul alemão pela morte do companheiro 

MP do Rio de Janeiro denuncia cônsul alemão pela morte do companheiro 

Uwe Hahn, que foi denunciado por homicídio qualificado, foi preso no último dia 7 de agosto em flagrante

  • Rio de Janeiro | Bruna Zulata*, do R7, com Agência Brasil

Reprodução/Record TV

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou, na segunda-feira (29), o alemão Uwe Herbert Hahn pela morte do seu companheiro Walter Henri Maximilien Biot. O crime aconteceu no dia 5 de agosto, por volta de 18h30, na residência onde os dois moravam.

O cônsul foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe e sem possibilidades de defesa da vítima.

A Promotoria também pediu a prisão preventiva do acusado e reafirma que não houve perda de prazo processual para apresentação da denúncia.

No pedido recente de reconsideração da prisão em flagrante, a defesa do cônsul pediu a revogação da custódia cautelar, alegando ausência da prisão em flagrante e, ainda, em razão da inviolabilidade pessoal do acusado. A defesa sustentou que há excesso de prazo para oferecimento da denúncia.

O cônsul Uwe Hahn foi preso no último dia 7 de agosto em flagrante por suspeita de matar o marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, de 52 anos.

Na última sexta-feira (26), no entanto, a Justiça do Rio de Janeiro relaxou a prisão preventiva dele. Segundo testemunhas, Uwe deixou o Brasil com destino à Alemanha no domingo (27).

Na decisão de conceder o habeas corpus em favor do cônsul alemão, a desembargadora Rosa Helena Guita escreveu: “De fato, o paciente encontra-se preso preventivamente desde o dia 7 de agosto de 2022 (data de sua audiência de custódia) e, de acordo com as informações extraídas do sítio eletrônico deste Tribunal de Justiça, verifica-se que até a presente data a denúncia ainda não foi oferecida, passados 9 dias do esgotamento do prazo legal de 10 dias”.

A desembargadora Guita escreveu ainda na decisão que, “assim considerando o flagrante excesso de prazo para a ação penal, defiro a liminar, a fim de relaxar a prisão do paciente Uwe Herbert Hahn”.

Hoje (29), a promotora de Justiça em atuação no referido órgão efetuou o "recebimento da intimação". A partir de então, inicia-se o prazo de cinco dias para o oferecimento da denúncia. 

* Estagiária do R7, sob supervisão de Daniel Pinheiro

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