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MP investiga viagens em helicóptero do RJ após Cabral deixar cargo

Promotoria também apura supostas viagens irregulares do atual governador, Luiz Fernando Pezão; até compra de aeronave pode ter sido fraudada

Rio de Janeiro|Jefferson Monteiro, da Record TV Rio

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Pilotos disseram que Cabral viajava com a família
Pilotos disseram que Cabral viajava com a família

O uso dos helicópteros oficiais do governo do Estado do Rio de Janeiro está na mira do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A Promotoria investiga se o ex-governador Sérgio Cabral utilizou as aeronaves mesmo após deixar o cargo, em 2014. Além disso, os promotores também querem saber se o atual governador, Luiz Fernando Pezão, fez viagens irregulares. O prejuízo pode chegar a R$ 20 milhões. 

Dezenove pilotos que prestavam serviço a Sérgio Cabral foram ouvidos durante a investigação. Segundo os funcionários, três aeronaves ficavam a disposição do governo do Estado. Mas o helicóptero modelo Agusta Grand New, o mais luxuoso da frota oficial, com capacidade para dois pilotos e cinco passageiros, era o favorito.


O MP-RJ também encontrou indícios de irregularidades na compra do helicóptero, que custou R$ 15 milhões, e instaurou investigação para apurar possível fraude do governo do Rio na aquisição da aeronave. 

Ainda de acordo com os depoimentos, o ex-governador usava o helicóptero frequentemente com a família e convidados em passeios para a casa de veraneio, em Mangaratiba, na Costa Verde.


Segundo MP-RJ, as viagens irregulares com as aeronaves do Estado também teriam sido feitas por Pezão, quando ele ainda exercia o cargo de vice- governador, na gestão Cabral.

O MP-RJ encaminhou à PGR (Procuradoria Geral da República) um pedido de investigação para apurar as viagens ilegais.


A defesa do governador, Luiz Fernando Pezão, informou que "não consta na subsecretaria militar da Casa Civil nenhum registro de voo". 

Já os advogados do ex-governador Sérgio Cabral afirmaram, por meio de nota que "a pretensão do Ministério Público é infundada e foi formulada fora do contexto da época". Eles alegaram ainda que "havia uma norma de segurança do Gabinete Militar da Casa Civil do Governo do Estado, que orientava ao então Governador que não se deslocasse por terra, em razão do risco à sua integridade física (e de seus familiares), pelo intenso combate à milícia e ao tráfico de entorpecentes durante a sua gestão". 

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