Rio de Janeiro MP-RJ denuncia defensora pública aposentada por injúria racial

MP-RJ denuncia defensora pública aposentada por injúria racial

Claudia Alvarim Barrozo xingou entregadores negros de 'macacos' por van estar parada em frente à garagem de condomínio

  • Rio de Janeiro | Rafaela Oliveira, do R7*

MP-RJ denuncia defensora pública que chamou entregadores negros de 'macacos'

MP-RJ denuncia defensora pública que chamou entregadores negros de 'macacos'

Reprodução/Record TV Rio

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou a defensora pública aposentada Claudia Alvarim Barrozo por injúria racial. Ela foi filmada xingando dois entregadores que estavam em serviço no dia 29 de abril no seu condomínio, no bairro de Itaipu, em Niterói, região metropolitana do estado. 

Após se irritar com a van de entrega parada em frente à garagem, a denunciada chamou Eduardo Peçanha e Jonathas Souza, trabalhadores negros, de "macacos". Em seguida, ela teria dado tapas nos vidros e jogado duas pedras contra o automóvel das vítimas, de acordo com a denúncia. 

Jonathas, ajudante de entregas, estava no interior da van e respondeu para Cláudia que teria que aguardar o colega voltar, pois não possui habilitação. Enquanto as ofensas eram proferidas, o motorista Eduardo realizava uma entrega em residência próxima.

Ainda segundo a denúncia, cerca de dois minutos depois, o motorista chegou ao local e retirou a van do caminho, momento em que a denunciada jogou uma lata de refrigerante contra o veículo, afirmando que "era para ter quebrado" [o vidro]. Depois, chamou os entregadores de "macacos", o que foi flagrado por Eduardo.

Na acusação, o documento alega envolvimento da defensora pública com outros crimes, como constrangimento ilegal, lesão corporal culposa, difamação e injúria. O MP-RJ, por meio da 2ª Promotoria de Investigação Penal Territorial do Núcleo Niterói, ainda requereu à Justiça a fixação de um valor para reparação de danos causados pela infração.

De acordo com o advogado dos jovens negros, Joab Gama, a funcionária pública aposentada pode pegar até três anos de prisão caso seja condenada por injúria racial. Cláudia Barrozo faltou a duas tentativas de colher depoimento na delegacia. 

A Defensoria Pública do Rio afirmou que é contra qualquer tipo de discriminação e que possui um núcleo de enfrentamento ao racismo (Nucora – Núcleo contra a Desigualdade Racial).

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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