MP-RJ e Polícia Civil investigam se mãe vendeu bebê de três meses; criança foi levada para abrigo
De acordo com a polícia, mulher apresentou atestado de óbito falsificado após o nascimento da menina
Rio de Janeiro|Bruna Zulata*, do R7

A suposta venda de um bebê de três meses em Casimiro de Abreu, no interior do estado do Rio, é alvo de investigação da Polícia Civil e do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Na última terça-feira (8), a Operação Cegonha, em parceria com o Conselho Tutelar, resgatou a criança e a levou para um abrigo após decisão da Justiça.
A ação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos e recolheu documentos, extratos bancários e aparelhos celulares.
De acordo com a investigação, o caso começou a ser apurado após o Conselho Tutelar informar ao Setor de Inteligência da 121ª DP (Casimiro de Abreu) sobre a apresentação de um suposto falso atestado de óbito de um recém-nascido.
Até então, a mãe da criança estava sendo acompanhada pelo órgão durante a gestação porque não tinha interesse em ficar com o bebê. No entanto, ela mudou de ideia posteriormente.
Os agentes concluíram que a certidão de óbito apresentada após nascimento da menina era falsificada e suspeitaram que a criança havia sido entregue em troca de recompensa financeira.
A investigação também apontou que a jovem deu entrada em uma unidade de saúde utilizando a identidade da mulher que teria ficado com a criança.
O MP-RJ informou que há indícios de que as duas mulheres e outros dois suspeitos praticaram diversos crimes, entre eles falsificação de documento público, falsificação material (identidade) e falsificação ideológica (dados fornecidos na Maternidade e no Cartório de RCPN).
*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















