Logo R7.com
RecordPlus

MPF pede à Justiça demolição da ciclovia Tim Maia, no Rio

Estrutura foi inaugurada em 2016, desabou duas vezes e está interditada desde 2019

Rio de Janeiro|Agência Brasil

  • Google News
Ciclovia foi inaugurada em 2016 e está interditada
Ciclovia foi inaugurada em 2016 e está interditada Fernando Frazão/Agência Brasil

O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou uma ação civil pública pela demolição da Ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro. A estrutura desabou em 2016, deixando dois mortos.

O desastre ocorreu apenas três meses depois da inauguração da ciclovia. Em 2018, um segundo desabamento: cerca de 30 quilômetros cederam durante um temporal.


Desde 2019, a estrutura está interditada pela Justiça. A prefeitura fez obras na estrutura para tentar conseguir a reabertura.

No pedido, o MPF cita os dois acidentes ocorridos e alega que eles aconteceram em razão da localização e de erros no projeto. Além disso, destaca que a construção está em área de preservação permanente em que intervenções não são permitidas.


A ciclovia foi construída sobre costões rochosos ao lado da avenida Niemeyer, que oferece uma vista privilegiada do mar carioca.

O Ministério Público Federal alega também que há intervenção indevida na paisagem e no entorno de um bem natural tombado, o Morro Dois Irmãos, que fica na região. Isso ocorreu principalmente com a fixação dos pilares de sustentação, que teriam causado dano à beleza cênica do local.


Também é contestada a tese de que a construção teria interesse social, por se tratar de infraestrutura destinada a lazer.

O MPF ressalta que essa interpretação é incompatível com o próprio Plano Diretor do Município do Rio de Janeiro, que proíbe ou restringe a presença de edificações de qualquer natureza e a construção de obras públicas sobre a faixa de areia das praias.


Além disso, o documento afirma que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) reconheceu expressamente que a construção é ilícita, pois foi feita sem autorização do órgão.

Caso a Justiça não determine a demolição da ciclovia, a ação pede que ela permaneça interditada em todos os seus trechos, até que a autoridade ambiental do estado apresente estudo de impacto da área.

A Procuradoria-Geral do Município do Rio de Janeiro disse, em nota, que atendeu à determinação do Poder Judiciário, cumpriu todas as medidas necessárias para reabertura com segurança da ciclovia e aguarda decisão da Justiça Federal para o uso do espaço pela população.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.