MPRJ pede prisão de turista argentina por racismo contra funcionários de bar em Ipanema
A advogada Agostina Paez chamou trabalhadores de macaco, além de fazer gestos e sons imitando o animal
Rio de Janeiro|Do R7
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O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou e requereu a prisão preventiva da turista argentina Agostina Paez, na última segunda-feira (2), por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.
A Justiça proibiu a denunciada de deixar o país, reteve seu passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
A turista estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva.
Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, Agostina dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
A argentina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.
Os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.
Também foi rejeitada a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, já que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas.
O crime de racismo prevê pena de prisão de dois a cinco anos.
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