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MPRJ pede prisão de turista argentina por racismo contra funcionários de bar em Ipanema

A advogada Agostina Paez chamou trabalhadores de macaco, além de fazer gestos e sons imitando o animal

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPRJ denunciou a turista argentina Agostina Paez por ofensas racistas em um bar em Ipanema.
  • Agostina proferiu insultos raciais a quatro funcionários, utilizando termos ofensivos e gestos imitando macacos.
  • A Justiça determinou sua prisão preventiva e impôs medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
  • O crime de racismo pode resultar em pena de dois a cinco anos de prisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agostina Paez chamou funcionários de macaco e fez gestos e sons do animal por discordar de conta Reprodução/RECORD

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou e requereu a prisão preventiva da turista argentina Agostina Paez, na última segunda-feira (2), por ofensas racistas contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.

A Justiça proibiu a denunciada de deixar o país, reteve seu passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.


A turista estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva.

Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, Agostina dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.


A argentina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.

Os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.


Também foi rejeitada a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, já que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas.

O crime de racismo prevê pena de prisão de dois a cinco anos.

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