Rio de Janeiro Mulher segue internada 1 mês após desabamento em Rio das Pedras

Mulher segue internada 1 mês após desabamento em Rio das Pedras

Na tragédia, duas pessoas morreram, pai e filha. Kiara Abreu, mãe e mulher das vítimas, permanece hospitalizada em situação crítica

Corpo de Bombeiros em trabalho de resgate durante desabamento do prédio

Corpo de Bombeiros em trabalho de resgate durante desabamento do prédio

Antonio Lacerda/EFE - 03.06.2021

O desabamento de um prédio na comunidade de Rio das Pedras, zona oeste do Rio de Janeiro, completa um mês neste sábado (3). Na tragédia, Natan Gomes, de 30 anos, e Maitê, de 3 anos, pai e filha, morreram. A esposa de Natan e mãe de Maitê, Kiara Abreu, foi resgatada com vida e segue internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul.

Kiara, Maitê e Nathan

Kiara, Maitê e Nathan

Reprodução/ Redes sociais

Outra vítima, Nataliela de Souza, foi transferida para o Hospital de Andaraí, em Queimados, e segue internada em estado estável. Mais três pessoas foram resgatadas com vida e sem gravidade durante a madrugada do acidente.

O prédio era da família de Natan, e foi construído pelo pai da vítima, Genivan Gomes Macedo. De acordo com a Prefeitura do Rio, oito famílias foram afetadas pelo desabamento e receberam apoio. Ninguém optou ficar em abrigos, todos se abrigaram em casas de familiares.

Em entrevista à Record TV Rio, a subprefeita de Jacarepaguá, Talita Galhardo, afirmou que desde o desabamento, denúncias de imóveis com problemas aumentaram consideravelmente.

"Estamos aqui todos os dias! A população tem que saber o Poder Público não está distante. Desde a tragédia aumentou muito o número de ligações para o 199 (Defesa Civil) e no 1746 (Prefeitura do Rio) de pessoas preocupadas com rachaduras e outros problemas em seus imóveis”, afirmou.

Em nota, a Defesa Civil informou que, desde a queda do prédio, fez 39 vistorias, 21 interdições e duas demolições de prédios, além da retirada de dois pavimentos em outro imóvel.

As investigações estão em andamento por meio da força-tarefa composta pela 16ª DP (Barra da Tijuca), 32ª DP (Taquara), DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) e a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais). Testemunhas foram ouvidas e diligências estão sendo realizadas para esclarecer as causas do desabamento.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Raphael Hakime

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