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Museu do Amanhã recebe exposição sobre o Holocausto

Prefeito Marcelo Crivella participou da abertura da exposição na zona portuária

Rio de Janeiro|Do R7

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Crivella participou da abertura da exposição no Museu do Amanhã acompanhado pela secretária de Cultura Nilcemar Nogueira
Crivella participou da abertura da exposição no Museu do Amanhã acompanhado pela secretária de Cultura Nilcemar Nogueira

Foi aberta nesta terça-feira (25) a exposição Holocausto - Trevas e Luz, no Museu do Amanhã, zona portuária do Rio. A mostra apresenta imagens da época, reprodução de cenários e até um modelo original do uniforme usado por um dos prisioneiros nos campos de concentração. Também estão expostos desenhos de alunos da rede municipal que transmitem mensagens como alerta para a importância da convivência pacífica e com o respeito às diferenças.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), esteve na inauguração nesta manhã e falou sobre a importância de lembrar o massacre.


— O Massacre de 6 milhões de pessoas é uma coisa que precisa ser relembrada. Eu queria convidar meninos e meninas da rede pública, os nossos jovens e as famílias do Rio para que pudessem conhecer o que foi essa tragédia. Nós vivemos no Rio de Janeiro hoje uma violência anômica, mas eu tenho certeza que, assim como a mais abjeta das vilanias foi derrotada pelo mundo, que se reergueu para construir a paz, o Rio também vai reencontrar o caminho da paz.

Resultado de parceria com o Museu do Holocausto de Curitiba, a exposição é uma homenagem especial da Prefeitura do Rio para cerca de seis milhões de pessoas – a maioria judeus - perseguidas e aniquiladas pelos nazistas, em um dos capítulos mais sombrios da história.


Para a secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Teresa Bergher, o período retratado na mostra é uma época que não pode acontecer de novo.

— A humanidade precisa refletir sobre a importância da cultura da paz. Mas infelizmente não é o que vemos. Sete décadas se passaram e o mundo continua produzindo órfãos. Nesse cenário, esta exposição tem um significado especial: manter viva a memória de um período de trevas da humanidade que não pode se repetir.


Já a secretária Municipal de Cultura Nilcemar Nogueira disse que a exposição reforça a importância de se combater qualquer forma de intolerância no país.

— Nenhuma história deve ser esquecida. Nenhuma dor silenciada. A exposição faz uma ode, passando pela dor, contra a intolerância, o racismo e a desumanidade. Convido a todos a visitar este trabalho fundamental e, a partir dele, refletir profundamente sobre aquilo que nos toca.


Na exposição, o público encontrará peças como o uniforme usado por Hercz Rosenberg em um campo de concentração. Ele veio para o Brasil após a Segunda Guerra. A mostra conta também com obras da premiada artista plástica Fayga Ostrower. Serão ainda exibidos trechos de depoimentos de sobreviventes do Holocausto coletados pela Fundação Shoah, criada pelo cineasta Steven Spielberg.

Alfredo Tolmasquim, diretor de conteúdo do museu, disse que atitudes como racismo e intolerância ainda são presentes na história humana, mas diz esperar que a mostra ajude a pensar o presente.

— Revisitar o fato histórico por meio desta mostra é uma forma de rever o passado e pensar sobre o presente, e assim escolher conscientemente o amanhã que desejamos. Nesse triste período da história prevaleceram as piores características humanas, como o ódio, a intolerância, o racismo e o preconceito. Apesar das mudanças e evoluções entre as relações humanas, continuamos repetindo essas atitudes, inclusive no Brasil. Esperamos que a escuridão do Holocausto sirva como um farol para iluminar o futuro da humanidade.

A mostra Holocausto - Trevas e Luz é dividida em três módulos, no espaço Galeria do Tempo, do Museu do Amanhã. No primeiro deles, o visitante é convidado a refletir sobre a tragédia por meio de uma cenografia temática, reproduzindo desde a típica câmara de gás dos campos de concentração a fotos de época marcantes e frases de impacto. Em seu segundo módulo, a exposição homenageia os chamados ‘justos entre as nações’, nome dado aos que correram riscos para salvar judeus perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial. O circuito termina com a exibição de trabalhos e redações feitos por alunos de escolas públicas sobre o tema “Museu do Amanhã”, que trata o Holocausto com ações de alerta para que evitar que a tragédia se repita.

Na visita, Crivella esteve acompanhado do cônsul honorário de Israel, Osias Wurman; do presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, Herry Rosenberg; e do diretor executivo da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, entre outros.

Serviço:

Holocausto ‘Trevas e Luz’

Período: 26 de julho a 15 de outubro de 2017

Funcionamento: terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria fecha às 17h)

Ingressos: A mostra está incluída no valor do ingresso do Museu (inteira a R$ 20,00 e meia-entrada a R$ 10,00)

Endereço: Praça Mauá 1, Centro - Lounge (2º andar)

Telefone: 3812-1800

www.museudoamanha.org.br

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