Niteroiense ou carioca? Bebê nasce no meio da ponte Rio-Niterói
A pequena Eve veio ao mundo quando a família, que é de São Gonçalo, seguia de carro para maternidade na capital fluminense
Rio de Janeiro|Raphael Lacerda*, do R7

A pequena Eve veio ao mundo de forma inusitada. O parto aconteceu em pleno vão central da ponte Rio-Niterói, às 4h39 da última terça-feira (19), dentro de um carro de aplicativo. O caso chamou a atenção por uma dúvida curiosa: afinal, quem nasce na ligação entre as duas cidades é considerado carioca ou niteroiense?
Em clima de descontração, o pai da criança, o analista de sistemas Victor Hugo Carneiro, de 26 anos, disse que a filha até poderia decidir sobre a questão mais tarde.
“A gente estava até brincando que ela que vai escolher depois se vai chamar [o salgado de queijo e presunto] de joelho ou italiano [risos]”, disse ele sobre o regionalismo em relação ao lanche tradicional.
Porém, ele explicou que, para evitar burocracias, optou por registrar o nascimento da filha no hospital, no centro da capital fluminense.
“A gente acabou colocando como carioca. Tem como colocar “em trânsito”, mas há muita burocracia. Para facilitar esse processo de retirada da certidão, acabamos colocando que [o nascimento] foi no hospital mesmo. Na prática, ela é carioca”, revelou o pai da criança.
Victor Hugo e a esposa, Patrícia Carneiro, são de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. A família pretendia ter a bebê na Maternidade Municipal Maria Amélia, na região central carioca e, para isso, já estava com tudo preparado. O casal só não contava que os primeiros sinais do trabalho de parto ocorreriam durante a madrugada.
“Um amigo meu iria levar a gente. Porém, como tudo aconteceu de madrugada, ele acabou não acordando. Daí, a gente desceu, e eu comecei a pedir um carro por aplicativo, mas ninguém aceitava”, contou Victor.
Um motorista chegou a aceitar a corrida e foi até o local de embarque, no entanto, cancelou assim que viu a gestante. Victor também tentou acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Enquanto mãe e pai tentavam chegar à maternidade, a doula Bruna Lima, que participaria do parto, seguia para a unidade hospitalar, mas retornou para socorrer Patrícia e Victor.
“Na minha cabeça, ela [Patrícia] estava a caminho. Eu liguei, mas ela não atendeu. Imaginei que pudesse estar evoluindo e, por isso, não estaria conseguindo me atender. Eu estava inquieta, até que consegui ligar para o marido a um minuto de subir a ponte. Na mesma hora, pedi para o motorista buscá-la. Ele foi super solícito”, comentou Bruna.

O pai, a gestante e a doula seguiam em direção ao centro do Rio quando, na subida da ponte Rio-Niterói, a pequena Eve começou a nascer. De acordo com Victor, o parto foi tão rápido que mal deu tempo de entender o que estava acontecendo. Para se ter uma ideia, o motorista de aplicativo sequer precisou parar o veículo.
“Eu estava acreditando que daria tempo, porque foi a nossa segunda filha. Minha primeira filha nasceu no mesmo hospital. Foram oito horas de parto, demorou muito”, detalhou o pai.
Eve veio ao mundo com 3,205 kg, e a família chegou ao hospital cerca de dez minutos depois. Mãe e filha estão saudáveis e receberam alta na última quinta-feira (21).
“É uma alegria absurda. Eu achava que, como já tenho minha primeira filha, iria aguentar. Mas, quando vi a minha filhinha, comecei a chorar. Alegria pura”, finalizou Victor.
*Sob supervisão de Bruna Oliveira
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