Nova defesa pede que mãe de Henry preste outro depoimento
Advogados dizem que ela poderá prestar depoimento de maneira "isenta" e falam em libertação de "medo e opressão"
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio
Os novos advogados de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, pediram que a cliente seja ouvida novamente pela polícia. A defesa esteve na 16ª DP (Barra da Tijuca), nesta quarta-feira (14), para ter acesso ao inquérito que apura a morte da criança.

Um dos advogados que integra a equipe, Hugo Novais, afirmou que Monique terá oportunidade de ser ouvida novamente e que, desta vez, de maneira “isenta”. Ele declarou que a estratégia da defesa é exclusivamente em favor de que a mãe de Henry “diga a verdade”.
A defesa não respondeu aos jornalistas quando foi questionada se a professora pretende mudar a versão apresentada no primeiro depoimento. Na ocasião, ela disse que o filho poderia ter sido vítima de acidente doméstico e não relatou as agressões do padrasto contra a criança, o que foi revelado pela polícia após uma perícia no celular dela.
Já Thaise Mattar Assad, uma das advogadas de Monique, disse à imprensa que a prisão da mãe de Henry Borel “representa a libertação dela contra a opressão e o medo”.
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"Por incrível que pareça, a situação é tão trágica que a prisão de Monique representa sua libertação contra a opressão e o medo. Então, deixem a Monique falar", disse a advogada, sem detalhar quem ameaça a cliente.
O trio de advogados assumiu a defesa de Monique Medeiros na última segunda (12), quatro dias após a prisão dela e do namorado Dr. Jairinho.
O casal teve a prisão temporária decretada pela Justiça por atrapalhar as investigações da morte de Henry, filho de Monique e enteado de Jairinho. Eles são suspeitos de homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e impossibilidade de defesa da vítima.
Depoimento da babá
O segundo depoimento da babá de Henry, Thayná de Oliveira, na segunda (12), confirmou que, além da mãe, outros familiares de Monique e Dr. Jairinho tinham conhecimento das agressões que o menino sofria.
Além disso, a funcionária relatou à polícia não ter mencionado sobre o episódios de violência, na primeira oitiva, por ter se sentido intimidada por Monique.
Ela declarou que, em uma reunião no escritório do ex-advogado do casal, foi orientada sobre o que teria de dizer aos investigadores.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira
















