Operação para desarticular quadrilha de traficantes que atua no Rio e Teresópolis tem 20 presos
Grupo seria comandado por traficantes que estão presos em Bangu
Rio de Janeiro|Do R7

Foi iniciada na manhã desta sexta-feira (19) a operação Mandrake, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), com apoio da coordenadoria de inteligência da PM, Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP e da Polícia Civil. O objetivo da ação é desarticular uma quadrilha que atua no tráfico de drogas na capital e em Teresópolis, região serrana. Até o início da tarde, 20 pessoas já haviam sido presas.
As buscas estão sendo realizadas nas comunidades Quinta Lebrão, Fonte Santa e Álvaro Paná, em Teresópolis, no morro da Providência, centro do Rio, na Mangueira e no morro de São João, no Complexo do Lins, zona norte.
A ação tem como base uma investigação do Gaeco e da PM que utilizaram interceptações telefônicas e ações controladas com a infiltração de agentes do serviço reservado do batalhão de Teresópolis (30º BPM). Após a investigação, o Gaeco denunciou 44 pessoas à Justiça, sendo 11 já presas, por tráfico de drogas e formação de quadrilha.
Segundo a denúncia, João Firme de Siqueira Filho, conhecido como Coroa, que seria o chefe do tráfico em Teresópolis, e, André Gonçalves, o Gordão, que é o chefe do tráfico no morro da Providência, centro do Rio, decidiram unir as duas quadrilhas que são da mesma facção para expandir a venda e distribuição de drogas. O esquema seria comandado de dentro do presídio onde os dois cumprem pena por tráfico e associação para o tráfico de drogas.
De acordo com o MP, os dois foram denunciados também por corrupção ativa junto com outros três suspeitos de tentar corromper PMs de Teresópolis. Segundo a promotoria, um PM infiltrado filmou a entrega de propina feita pelos denunciados a mando dos chefes da quadrilha em valores que variavam entre R$ 1.000 e R$ 3.000. O dinheiro seria para que os policiais não interferissem e reprimissem o tráfico nas comunidades dominadas pelo grupo.
Durante as investigações, entre os meses de agosto e novembro, as equipes apreenderam drogas e prenderam duas pessoas contratadas para o transporte de drogas entre a capital e o município da região serrana. A localização e o transporte usado pelos denunciados. Segundo o MP, em uma das apreensões, foram encontradas drogas escondidas em um kit gás de um carro. Os subordinados aos chefes, como apontado pelo Gaeco, buscavam os entorpecentes no Complexo do Lins, na Mangueira e na Providência.















