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Pai diz que ficou sem reação ao saber que filha morreu após levar nove socos de padrasto no RJ

Vítima sofreu agressões na última sexta-feira (18) e foi socorrida no dia seguinte, após mãe perceber que criança não respirava mais

Rio de Janeiro|Do R7

Anna Rebeca morreu no sábado (19)
Anna Rebeca morreu no sábado (19)

O pai de Anna Rebeca, bebê de 2 anos que morreu após levar nove socos do padrasto, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, disse ter ficado sem reação ao saber da morte da filha. Ivan Braz contou que a mãe da menina demorou para falar o que havia acontecido com a criança.

“Ela não queria me contar o que tinha acontecido, só queria que eu fosse lá no hospital. Quando ela me falou que minha filha tinha falecido, não tive reação, não estava conseguindo nem falar.”

A Polícia Civil relatou que, em depoimento, o homem preso nesta terça-feira (22) disse que a bebê teria sofrido uma queda antes das agressões. De acordo com o delegado Mário Lamblet, o agressor descreveu as regiões em que a menina foi golpeada.

"Segundo as declarações dele, a criança teria caído, e ele teria ido dar um banho nela para tirar o sangramento. Depois ela teria feito pirraça para não jantar e, devido a essa atitude da bebê, ele declarou que deu nove socos, sendo quatro na barriga, dois na cabeça, dois no peito e um nas costas."


Também na delegacia, a mãe disse que Anna foi socorrida no dia seguinte, após ela perceber que a menina não respirava mais. Ivan também prestou depoimento e contou que não desconfiava do padrasto da bebê.

“Eu só vi a foto dela morta depois que estava na delegacia. Todas as vezes que eu pegava ela, uma única vez eu vi uma marca no braço. Agora espero que ele pague pelo que fez”, disse.


O laudo da necrópsia constatou que a menina teve traumatismo craniano e hemorragia interna.

O acusado foi encaminhado para a DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo) e vai passar por uma audiência de custódia. Ele vai responder por homicídio qualificado e, se for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão.

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