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Pesquisadores apresentam no Rio modelo de trem de levitação magnética "do futuro"

Segundo os projetistas, o trem que levita é mais barato do que as composições tradicionais

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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O projeto do trem levitador começou a ser pensado na década de 70
O projeto do trem levitador começou a ser pensado na década de 70

A praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi o cenário, neste final de semana, para uma demonstração de levitação para veículos sobre trilhos, em um projeto que poderá ser utilizado para o transporte urbano. Segundo Roberto Nikolski, pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual da Zona Oeste, no bairro de Campo Grande, e diretor da Protec (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica), a aplicação é mais barata que a de outros sistemas de trens rápidos.

Nikolski, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde iniciou o projeto na década de 1970, explica que o objetivo da pesquisa foi construir um veículo apropriado para uso urbano, que não emitisse gás carbônico, não produzisse ruído e que pudesse virar em uma esquina.


— O veículo levita sobre uma pista de ímãs, que gera um campo magnético e repele as cerâmicas supercondutoras que estão no veículo.

Em lugar de rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio liquido, considerado por ele extremamente barato.


— Esse nitrogênio está a uma temperatura de menos de 196 graus centígrados. Nessa temperatura, a cerâmica adquire uma propriedade extraordinária. Ela repele um campo magnético que se queira aplicar nela.

Os testes técnicos começarão na quarta-feira (1º), no campus da UFRJ, com o acompanhamento dos participantes da 22ª Conferência Internacional sobre Sistemas de Levitação Magnética e Motores Lineares – Maglev 2014.


Para os testes, segundo o professor, a universidade montou uma pista de ímãs de 200 metros de extensão para que os especialistas nacionais e estrangeiros possam verificar o funcionamento do trem.

— A partir daí, vamos, durante três meses, definir os parâmetros operacionais, como aceleração, frenagem, rigidez eletromagnética do carro. Isso definirá parâmetros e inclusive custos operacionais, que são baratos, porque o nitrogênio sai do ar.


O professor garantiu que o sistema é seguro.

— Não há risco nenhum, porque os ímãs só atraem materiais com ferro. O trem opera em calha fechada e nem veículos e nem pessoas podem cruzar. Ele opera suspenso.

Quem participou, no sábado (27), da demonstração, gostou do que viu, como o fotógrafo Rob Curvelo.

— Pode ser uma alternativa muito boa para a cidade. Estou torcendo para que dê certo.

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