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Pesquisadores testam trem de levitação magnética que servirá a alunos da UFRJ

O período de experiência vai até 2015 e, a princípio, o veículo irá circular só no Fundão

Rio de Janeiro|Do R7

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Para os testes, foi montada uma linha de 200 metros
Para os testes, foi montada uma linha de 200 metros

Pesquisadores iniciaram os testes em um novo modelo de transportes que deverá funcionar no campus da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) no Fundão, na zona norte do Rio. Trata-se do trem por levitação magnética.

A princípio, o período de experiência vai até 2015 e, em seguida, uma linha deverá ser instalada entre a estação do BRT do Fundão e o parque tecnológico da universidade. O vagão testado nesta sexta tem capacidade para até 30 passageiros, mas poderá ser ampliado com o acréscimo de mais módulos.


Segundo Roberto Nikolski, pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual da Zona Oeste, no bairro de Campo Grande, e diretor da Protec (Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica), a aplicação é mais barata que a de outros sistemas de trens rápidos.

Nikolski, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde iniciou o projeto na década de 1970, explica que o objetivo da pesquisa foi construir um veículo apropriado para uso urbano, que não emitisse gás carbônico, não produzisse ruído e que pudesse virar em uma esquina.


— O veículo levita sobre uma pista de ímãs, que gera um campo magnético e repele as cerâmicas supercondutoras que estão no veículo.

Em lugar de rodas, o veículo tem sapatas com cerâmicas supercondutoras resfriadas com nitrogênio liquido, considerado por ele extremamente barato.


— Esse nitrogênio está a uma temperatura de menos de 196 graus centígrados. Nessa temperatura, a cerâmica adquire uma propriedade extraordinária. Ela repele um campo magnético que se queira aplicar nela.

Para os testes, segundo o professor, a universidade montou uma pista de ímãs de 200 metros de extensão para que os especialistas nacionais e estrangeiros possam verificar o funcionamento do trem.


— A partir daí, vamos, durante três meses, definir os parâmetros operacionais, como aceleração, frenagem, rigidez eletromagnética do carro. Isso definirá parâmetros e inclusive custos operacionais, que são baratos, porque o nitrogênio sai do ar.

O professor garantiu que o sistema é seguro.

— Não há risco nenhum, porque os ímãs só atraem materiais com ferro. O trem opera em calha fechada e nem veículos e nem pessoas podem cruzar. Ele opera suspenso.

Assista ao vídeo:

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