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PF indicia ex-presidente da Assembleia do Rio e TH Joias por laços com o Comando Vermelho

Investigação da Polícia Federal aponta suspeita de vazamento de informações e apoio à facção criminosa

Rio de Janeiro|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal indiciou Rodrigo Bacellar e TH Joias por supostas conexões com o Comando Vermelho.
  • As investigações apontam vazamento de informações e favorecimento ao tráfico de drogas.
  • Bacellar e outros envolvidos são suspeitos de corrupção e de atuar para proteger a facção criminosa.
  • O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio pediu licença do cargo após a prisão e acusou o indiciamento de ser abusivo.

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TH Joias foi um dos indiciados pela PF por suposta ligação com o Comando Vermelho Reprodução/Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União), e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB), por suspeitas de manterem laços com o Comando Vermelho (VC).

As ligações incluem vazamento de informações para favorecer o tráfico de drogas.


A defesa de Bacellar, conduzida pelo advogado Daniel Leon Bialski, afirma que o indiciamento é “arbitrário e abusivo” (leia a íntegra abaixo).

Também foi indiciada pela PF Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Assembleia Legislativa do Rio e mulher do desembargador Macário Júdice Neto, que teria repassado dados sensíveis de investigações envolvendo TH Joias a integrantes do CV.


No mesmo inquérito, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado, ambos ligados a TH Joias, foram indiciados.

Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso acusado de ligação criminosa com a facção Comando Vermelho.


Prisão de TH

TH foi detido em 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de negociar armas, fuzis e equipamentos antidrones para o Comando Vermelho e de usar o mandato para favorecer a facção.

A suspeita de vazamento da Operação Zargun foi levantada pelo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, no dia da prisão de TH.


Naquele mês, ele anunciou a abertura de investigação sobre possível vazamento de informações da operação, após indícios de tentativa de fuga e destruição de provas.

As investigações da Operação Zargun identificaram um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretário municipal e estadual e TH Joias.

A organização, segundo a PF, se infiltrou na administração pública “para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais”.

Operação Unha e Carne

Rodrigo Bacellar foi preso em 12 de dezembro pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Unha e Carne.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes relator da ADPF das Favelas. De acordo com Moraes, a PF argumentou que Bacellar orientou TH Joias na “remoção de objetos de sua residência”, indicando um envolvimento direto “no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal”.

Bacellar, afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, renovou o pedido de licença do mandato. Ele está sem exercer o cargo desde 10 de dezembro.

Também ocupava o comando da Casa desde 2023. Nesse período, chegou a ocupar interinamente o cargo de governador na ausência do titular Cláudio Castro (PL)

Cinco dias depois da prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, o plenário da Assembleia do Rio decidiu, por 42 votos a 21, pela soltura de Bacellar.

Defesa de Bacellar

O criminalista Daniel Leon Bialski, que defende Rodrigo Bacellar, afirmou, em nota que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”.

“Dessa forma, arbitrário e abusivo o indiciamento efetivado, realizado muito mais para justificar a ação açodada da Autoridade Policial, do que respaldada em elementos sérios e comprometedores”, completa.

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