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PF realiza operação contra nomeação de assessores parlamentares fantasmas em Angra dos Reis (RJ)

Cargos públicos teriam sido utilizados como moeda de troca para obtenção de apoio político e financeiro

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Caça Fantasmas em Angra dos Reis para investigar a nomeação de assessores parlamentares fictícios.
  • Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora, Minas Gerais, em locais relacionados aos investigados.
  • Suspeita-se que cargos públicos foram usados como moeda de troca para apoio político e que assessores não exerciam suas funções efetivamente.
  • Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder político.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Angra, no Rio e em Juiz de Fora Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã da terça-feira (24), a Operação Caça Fantasmas para investigar um suposto esquema de nomeação de assessores parlamentares sem atuação efetiva na Câmara Municipal de Angra dos Reis, no sul do estado do Rio de Janeiro. A apuração envolve indícios de uso indevido de recursos eleitorais e da estrutura pública para fins de campanha política.

Policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, nos municípios de Angra dos Reis, Rio de Janeiro e Juiz de Fora, em Minas Gerais. As diligências ocorreram em endereços ligados aos investigados, incluindo residências, um escritório de advocacia e um gabinete parlamentar.


Segundo a investigação, há indícios de que cargos públicos teriam sido utilizados como moeda de troca para obtenção de apoio político e financeiro. Os agentes apuram a possível nomeação de assessores que não exerciam suas funções, além da utilização desses vínculos para captação e movimentação de recursos fora dos registros oficiais de campanha.

Um dos casos analisados envolve uma assessora que, apesar de formalmente vinculada ao gabinete investigado, cursava medicina em período integral e atuava como cirurgiã-dentista em Juiz de Fora, o que indicaria incompatibilidade com o exercício do cargo em Angra dos Reis.


A análise das contas eleitorais também aponta suspeitas de omissão de despesas e inserção de informações falsas sobre contratação de serviços e destinação de recursos.

De acordo com a Polícia Federal, o material apreendido será periciado para aprofundar as investigações. Os envolvidos poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder político e econômico.

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