Polícia abre investigação após morte e manifestação durante operação na Lapa, no Rio
Pessoas protestaram contra a morte de Emanuel Ramos de Oliveira, de 20 anos, que, segundo agentes, reagiu à abordagem
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

A Delegacia de Homicídios da capital abriu uma investigação para apurar a morte de Emanuel Ramos de Oliveira, de 20 anos, durante uma operação da Polícia Civil para cumprir um mandado de prisão contra um assaltante na Lapa, no centro do Rio de Janeiro. O caso gerou protestos e fechamento de acessos à região na noite desta segunda-feira (18).
Agentes da 5ª DP (Mem de Sá) afirmaram que o homem e outro suspeito estavam vendendo drogas. De acordo com a polícia, Emanuel reagiu, fazendo um movimento de que sacaria uma arma que estaria na cintura. Com ele, uma réplica de arma de fogo teria sido apreendida. Já o comparsa fugiu.

Segundo a investigação, ele tinha 15 anotações criminais por assaltos, associação com o tráfico e porte ilegal de arma.
Moradores e testemunhas relataram que Emanuel estava desarmado quando foi atingido e protestaram contra a ação da polícia. As principais ruas e avenidas da Lapa foram fechadas por barricadas e fogo. Um ônibus foi apedrejado e o comércio local fechou as portas mais cedo.
A ação teve reforço do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que utilizou bombas e disparou tiros de borracha para dispersar os manifestantes. O trânsito na área foi liberado por volta das 2 da manhã.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















