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Polícia do Rio repudia declaração de ministro: 'Desrespeito e desprezo'

Torquato Jardim, da Justiça, disse que corporação tem ligação com crime

Rio de Janeiro|Do R7

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Ministro criticou comando da PM do Rio de Janeiro
Ministro criticou comando da PM do Rio de Janeiro

A PM-RJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) divulgou uma nota, nesta terça-feira (31), em repúdio às declarações do ministro da Justiça, Torquato Jardim.

Hoje, ele alegou que o comando da polícia carioca seria "acertado" e "sócio" do crime organizado que assola o Estado.

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O ministro disse ainda que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, perderam o controle sobre a PM e que a situação só seria normalizada após as eleições do ano que vem.

Em nota, a PM do Rio de Janeiro afirma que “as declarações vinculando comandantes de batalhões da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro ao crime organizado são de uma irresponsabilidade inadmissível.”

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Os policiais acrescentam ainda que, “ao generalizar acusações sem qualquer base comprobatória contra uma instituição bicentenária, as declarações do ministro Jardim revelam, no mínimo, desrespeito e desprezo ao esforço descomunal empreendido por milhares de policiais militares que, não obstante a dificuldades de toda ordem, não têm medido esforços para defender a sociedade do nosso Estado.”

O texto lembra ainda os 113 policiais mortos em 2017 e apresenta números das operações policiais deste ano. “Somente este ano efetuamos mais de 20 mil prisões e apreendemos mais de cinco mil armas de fogo. A grande maioria dessas armas é fabricada em outros países.”

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A PM criticou também o comentário de Jardim, que disse estar convencido que o coronel Luiz Gustavo Teixeira foi um acerto de contas e não um assalto. 

“Cabe esclarecer que o oficial de conduta ilibada estava uniformizado, pois voltava de uma cerimônia de posse em outro batalhão da Corporação. E foi assassinado numa tentativa de assalto, como quase todos os policiais militares, que, ao se depararem com criminosos, não têm outra alternativa senão matar ou morrer.”

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