Rio de Janeiro Polícia Federal investiga propinas na construção do metrô do Rio

Polícia Federal investiga propinas na construção do metrô do Rio

Ex-secretário de Transportes do Estado, Júlio Lopes é alvo da operação que cumpre mandados de busca e apreensão

  • Rio de Janeiro | Da Agência Brasil

Obras da linha 4 teve esquema de propinas, diz PF

Obras da linha 4 teve esquema de propinas, diz PF

Divulgação

A PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) cumprem nesta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar de um esquema de pagamento de propinas na construção da Linha 4 do metrô da cidade. Os mandados, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal, estão sendo cumpridos na zona sul e centro da cidade.

Um dos alvos da operação Fim do Túnel é o ex-secretário de transportes do Estado Júlio Lopes. A ação apura um suposto pagamento de propinas pela empreiteira responsável pela construção da linha 4 do metrô a integrantes do governo do estado do Rio na época. Também são investigados pagamentos ilegais feitos por empresários dos ramos rodoviário e de saúde.

A linha 4 conecta a estação General Osório, em Ipanema, na zona sul, ao Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. A construção, que começou em 2010, foi concluída em 2016, para ser usada durante os Jogos Olímpicos e Paralímpícos Rio 2016.

A operação Fim do Túnel também conta com apoio da Receita Federal e é um desdobramento das operações Tolypeutes, Fatura Exposta e Ponto Final, desencadeadas em 2017.

Em nota, a defesa de Júlio Lopes expressou "perplexidade com a busca e apreensão, desnecessária e abusiva, realizada na data de hoje. Ao longo de quatro anos de investigações, Júlio Lopes sempre se colocou à disposição das autoridades para explicar qualquer fato. Júlio Lopes não praticou nenhum crime ao longo de sua gestão na Secretaria de Transportes e, não por outra razão, as afirmações caluniosas de delatores nunca foram levadas a sério. A esdrúxula medida, que versa sobre fatos requentados, sequer poderia ter sido decretada pelo juízo da Sétima Vara Federal do Rio de Janeiro, por ofender a competência da Justiça Eleitoral, conforme decisão".

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