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Polícia prende seis milicianos que exploravam transporte alternativo na zona oeste do Rio

Investigação teve início em fevereiro de 2016 após denúncias anônimas

Rio de Janeiro|Do R7

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Dinheiro, armas e munições foram apreendidas durante operação
Dinheiro, armas e munições foram apreendidas durante operação

Policiais civis deflagraram, na manhã desta terça-feira (07/02) a Operação Ourives, com o objetivo de desestruturar uma milícia com atuação nas zonas norte e oeste do Rio. Na ação seis pessoas foram presas, quatro armas apreendidas, entre elas uma espingarda calibre 12 e uma pistola, e um cofre com R$ 142 mil foi encontrado na cooperativa.

A ação contou com agentes da Draco/IE (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais), com apoio de agentes da SSINTE/SESEG (Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança) e da Corregedoria da Polícia Militar.


As investigações tiveram início em fevereiro de 2016, a partir de informações recebidas pela Coordenadoria Especial de Transporte Complementar da Prefeitura do Rio de Janeiro, que noticiaram a ocorrência de extorsões praticadas contra permissionários do Sistema de Transporte Público Local, que atuam na região de Padre Miguel e Campo Grande. O trabalho de inteligência da DRACO/IE e da SSINTE/SESEG resultou em sete mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão.

De acordo com a polícia, o grupo explorava o transporte alternativo em bairros da zona oeste, principalmente em Bangu; Segundo a denúncia anônima encaminhada pela Coordenadoria Especial de Transporte Complementar, Marco Antonio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri ou Marquinho do Ouro, representante da Cooperativa JB, hoje chamada Kairos, ameaçava com seus comparsas os motoristas de vans das linhas que circulam pela zona oeste e se negavam a pagar a planilha da cooperativa. As provas reunidas na investigação desenvolvida pela DRACO/IE demonstram que os motoristas de transporte alternativo das linhas exploradas pela cooperativa Kairos eram obrigados a pagar, semanalmente, entre R$ 850,00 e R$ 1.000,00.


A organização criminosa liderada por Marquinho do Ouro também atuava na zona norte. Em Del Castilho e Engenho de Dentro, nas comunidades Águia de Ouro, do Guarda, Fernão Cardim, Belém-Belém e algumas comunidades vizinhas, os milicianos exploravam a segurança clandestina, que era imposta a moradores, comerciantes e empresas.

As prisões preventivas de Marco Antonio Figueiredo Martins, Frans Marcelo de Almeida Santos, Wilton de Assis Varanda, Luiz Carlos Fernandes da Silva, Alexsandro José da Silva, além dos policiais militares reformados Sandoval Di Franco e Alberto Mattos Silva acusados pelo crime de organização criminosa, foram decretadas pela 2ª Vara Criminal de Bangu.


A polícia informou ainda que Wilton de Assis Varanda exercia a função de gerente operacional da cooperativa JB e tinha como atribuição o controle de todas as atividades externas que envolvem os veículos de transporte alternativo que “circulam” nas linhas exploradas pela cooperativa e o controle dos fiscais dos pontos finais. Ele também era sócio administrador da empresa Kairos Logística e Monitoramento de Frotas, cujas atividades foram iniciadas em 2015.

Frans Marcelo de Almeida Santos exercia a função de gerente administrativo-financeiro da cooperativa JB e era o responsável pela contabilidade e pela prestação de contas do lucro com a atividade criminosa. Luiz Carlos Fernandes da Silva atuava como fiscal da cooperativa JB, tendo como atribuição a fiscalização dos motoristas do transporte alternativo. Alberto Mattos Silva, conhecido como P.A, atuava como seu segurança pessoal, responsável pela aquisição de armas e como “executor de ordens” nas ações.


Alexsandro José da Silva, o Sandro, atuava na segurança e cobrança a moradores e comerciantes das comunidades Fernão Cardim, do Guarda e Águia de Ouro. Sandoval Di Franco, conhecido como Tigrão, era um dos seguranças pessoais e homem de confiança de Marquinho do Ouro. Em 2013, Tigrão foi acusado pelo crime de homicídio qualificado em Santa Cruz. Com ele, um revólver calibre 38 e uma Magnum calibre 44 foram apreendidos.

De acordo com o delegado titular da Draco, Alexandre Herdy, que comandou a operação, a polícia chegou aos suspeitos após receber denúncias.

— É importante que as pessoas denunciem. Este trabalho de investigação começou com uma denúncia anônima, por exemplo. Trata-se de um grupo criminoso com várias fontes de dinheiro ilícito. Explorava motoristas de transporte alternativo na Zona Oeste e comandava uma milícia na Zona Norte.

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