Rio de Janeiro Policial penal é preso suspeito de estuprar interna no Rio

Policial penal é preso suspeito de estuprar interna no Rio

Agente feminina denunciou caso à direção do presídio de Benfica, na zona norte, no último fim de semana

  • Rio de Janeiro | Do R7, com Record TV

Seap apura caso de estupro de uma interna no presídio de Benfica

Seap apura caso de estupro de uma interna no presídio de Benfica

Record TV

Um policial penal foi preso pelo estupro de uma interna, no último sábado (9), no presídio José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. O crime é investigado pela Polícia Civil e também pela Corregedoria da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária).

O caso veio à tona depois que uma policial penal feminina, que estava no plantão, denunciou o ocorrido à direção da unidade. Todos os envolvidos foram levados para a delegacia da região.

A Seap confirmou que a delegada responsável autuou em flagrante o policial penal por estupro e que vai apurar o caso "com o rigor que a lei permitir".

Por sua vez, a vítima, de 24 anos, que foi detida por tentar entrar em uma unidade do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) com drogas nas partes íntimas durante uma visita a um adolescente, já passou por audiência de custódia e vai responder em liberdade, segundo informações da Record TV.

Em entrevista ao Balanço Geral RJ, o secretário de Administração Penitenciária, Fernando Veloso, se referiu ao policial penal como "desajustado" e disse que pretende pedir o afastamento dele. Além disso, elogiou a atitude da agente feminina que fez a denúncia e a parabenizou pela coragem.  

Veloso disse também que o policial penal admitiu, ao ser questionado pelo diretor do presídio, o crime.

"Ele admitiu que usou de uma farsa, disse que, se ela cedesse aos apelos dele, adiantaria a audiência de custódia, o que é uma mentira, porque policial penal nenhum tem condição nem competência para isso", declarou.

Além disso, o secretário Fernando Veloso determinou a criação de um grupo de trabalho para identificação das fragilidades no acautelamento das internas na unidade, visando à adoção das medidas necessárias.

O grupo de trabalho terá a participação de membros da Coordenação de Unidades Prisionais Femininas e Cidadania LGBTQI+ (Cofemci), Corregedoria, Ouvidoria, Subsecretaria de Gestão Operacional e Subsecretaria de Tratamento Penitenciário.

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