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'Por que uma criança de 13 anos levou 5 tiros de fuzil?', diz tia de jovem morto em ação da PM, no Rio

Família de Thiago Flausino acusa policiais militares de terem atirado contra o menino durante uma operação na Cidade de Deus

Rio de Janeiro|Bernardo Pinho*, do R7, com Michelle Maia da Record TV Rio

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Thiago tinha o sonho de ser jogador de futebol
Thiago tinha o sonho de ser jogador de futebol

Os pais do adolescente Thiago Flausino, de 13 anos, morto a tiros durante uma operação da Polícia Militar na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, protestaram contra o incidente. De acordo com os familiares, agentes da corporação executaram o menino quando ele andava de moto com um colega na comunidade, no último domingo (6).

Segurando um cartaz, com um ponto de interrogação desenhado, a tia do jovem, Nathaly Flausino, fez perguntas: "Por que as crianças de comunidade são tratadas assim? Por que as crianças de comunidade são executadas? Por que uma criança de 13 anos levou mais de cinco tiros de fuzil?".


A mãe e o pai de Thiago prestaram depoimento, nesta quinta-feira (10), na Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, também na zona oeste do Rio. "Esses caras são covardes, eles fizeram covardia com meu filho. Ele foi executado", disse o pai do menino, em entrevista à Record TV Rio.

O jovem que estava com Thiago na moto tinha 21 anos e também foi atingido. Ele foi baleado na mão, mas conseguiu fugir a pé. O corpo do adolescente de 13 anos foi velado na terça-feira (8).


Sobre a ação que terminou com a morte do jovem, a PM informou, por meio de nota, que dois homens em uma motocicleta atiraram contra a guarnição. Após o confronto, um adolescente foi encontrado atingido e não resistiu aos ferimentos. Uma pistola calibre 9 mm foi apreendida no local. Os policiais que estavam na ocorrência já prestaram depoimento e confirmaram a versão da nota.

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A Delegacia de Homicídios da Capital abriu uma investigação sobre o caso. As armas dos agentes envolvidos na ação foram apreendidas. 


A Secretaria de Polícia Militar também instaurou um procedimento apuratório para averiguar as circunstâncias do fato e informou que colabora com as investigações da Polícia Civil.

* Sob supervisão de Odair Braz Jr.

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