Rio de Janeiro Prefeitura do Rio anuncia plano de demissão opcional no BRT

Prefeitura do Rio anuncia plano de demissão opcional no BRT

Previsão é de que 250 funcionários sejam desligados do serviço; Sindicato dos Rodoviários exige opção voluntária

  • Rio de Janeiro | Rafael Nascimento *, do R7, com Record TV Rio

Passageiros reclamam de problemas na prestação do serviço da companhia

Passageiros reclamam de problemas na prestação do serviço da companhia

Reprodução/ Record TV

Funcionários do BRT, empresa de ônibus articulados que presta transporte público na cidade do Rio de Janeiro, receberam um ofício da interventora Cláudia Secin, na tarde desta terça-feira (25), anunciando um plano de demissão opcional para os colaboradores que tiverem interesse em sair da companhia por meio de um acordo. Há previsão de que 250 trabalhadores sejam desligados. No documento, consta que os funcionários que tiverem interesse devem se inscrever no plano até esta quarta (26).

Segundo a concessionária, o plano de demissão opcional foi uma condição solicitada pelo Sindicato da categoria, após os gestores da intervenção iniciarem tratativas sobre demissões que, de acordo com o BRT, são necessárias para equacionar as contas da empresa.

O pagamento de salário dos funcionários da companhia foi restabelecido após a intervenção no BRT, que gastou R$ 10,7 milhões para quitar despesas como compra de combustível. Esse dinheiro precisa ser devolvido para a prefeitura de acordo com uma lei municipal que autoriza o poder executivo a utilizar recursos para assegurar a adequada prestação de serviços.

Para enxugar os gastos, o BRT também rescindiu ou suspendeu 42 contratos até o último domingo (23), gerando uma economia de R$ 848.365,00.

Posição do Sindicato

Os funcionários que não desejam mais trabalhar no BRT poderão se inscrever e terão sua demissão analisada pelos gestores da intervenção. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a decisão do desligamento em massa é “preocupante” e que a instituição é “totalmente contrária às demissões”.

“Diante de uma demissão coletiva como a do BRT, o Sindicato tem que estar presente para saber o motivo, que nesse caso foi alegado a crise, e defender e cobrar que todos os direitos desses trabalhadores sejam respeitados e pagos; pois como a forma de pagamento dos direitos é diferenciado da CLT, é necessário que o Judiciário, no caso o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), seja acionado para mediar o conflito”, explicou.

Balanço da intervenção

A intervenção da Prefeitura do Rio no serviço do BRT foi anunciada no dia 24/03 deste ano e no dia foram implementados 20 ônibus extras. O BRT informou que no início da intervenção no sistema, foram encontrados 297 articulados em estado extremamente precário e apenas 120 ônibus estavam em circulação.

Ao todo, já foram recuperados 50 veículos e em maio, houve uma média de 165 articulados em operação. O índice de quebra diário, que era de 67%, reduziu para 40%. A expectativa é de que até setembro haja 243 articulados em circulação, dois a mais do que já foi anunciado.

*Estagiário do R7 sob supervisão de PH Rosa

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