Logo R7.com
RecordPlus

Presidente do TCE-RJ e seu filho são conduzidos coercitivamente para depor na PF do Rio

Operação da Polícia Federal investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil e Estadão Conteúdo

  • Google News
Jonas Lopes foi conduzido coercitivamente para a Polícia Federal
Jonas Lopes foi conduzido coercitivamente para a Polícia Federal

O presidente do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Jonas Lopes, foi conduzido coercitivamente para a sede da PF (Polícia Federal) do Rio, na Praça Mauá, região portuária. Ele chegou pouco antes das 8h e deixou o local, sem falar com a imprensa, por volta das 17h após prestar depoimento.

A condução fez parte da Operação Descontrole, que investiga crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre outros, por conselheiro do TCE e pessoas ligadas a ele.


De acordo com a Polícia Federal, cerca de 40 agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva expedidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

A Operação Descontrole é resultado da investigação da Força-Tarefa da Lava-Jato no Rio.


De acordo com delação do executivo Leandro Andrade da Odebrecht, revelada pelo Fantástico, Jonas Lopes teria pedido dinheiro para aprovar o edital de concessão do Maracanã e as contas da linha 4 do metrô do Rio. Segundo o programa da TV Globo, em 2013, Wilson Carlos, então secretário de Governo de Sérgio Cabral, avisou a empreiteira que o edital do Maracanã havia sido enviado ao TCE e que a empresa deveria procurar Jonas Lopes.

Segundo Leandro Azevedo, Jonas Lopes e ele teriam acertado o pagamento de R$ 4 milhões em quatro parcelas de R$ 1 milhão. A "contrapartida era absolutamente clara", afirmou o delator. Em troca do pagamento, o TCE aprovaria o edital da concessão do Maracanã.


A primeira parcela teria sido paga no dia 10 de fevereiro de 2014 ao filho de Jonas Lopes, Jonas Lopes de Carvalho Neto, no escritório de advocacia dele, no centro do Rio. Neto também se manteve em silêncio em depoimento nesta terça na PF.

Em nota divulgada na manhã de hoje, a Procuradoria-Geral da República informa que pediu o cumprimento de três mandados de condução coercitiva do presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho, de seu filho, Jonas Lopes de Carvalho Neto, e do operador Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva.


Segundo a PGR, o presidente do TCE/RJ e seu filho foram citados em acordo de colaboração premiada por executivos da construtora Carioca Engenharia. Eles são acusados de terem solicitado vantagem indevida para aprovação de obras.

"Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva foi citado também em acordo de colaboração por executivos da Construtora Andrade Gutierrez como sendo a pessoa responsável por receber valores em espécie, na ordem de 1% do valor das obras, a mando de conselheiros do Tribunal ainda não identificados", diz a nota.

O texto informa ainda que nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Estado do Rio de Janeiro, e um, em Minas Gerais.

Nota

O escritório do advogado Jonas Neto, filho do presidente do TCE, também divulgou nota. O Lopes de Carvalho & Pessanha informou que as buscas realizadas pela PF se limitaram a um computador pessoal e "poucos documentos, mantido o sigilo de todos os clientes não relacionados com a operação".

"O escritório nada teme quanto a apuração, não atua no Tribunal de Contas do Estado e protesta contra a violação profissional, afirmando que tomará as medidas legais necessárias. O advogado Jonas Neto desconhece o motivo das notícias veiculadas sobre suposta delação que envolve seu nome", afirma o escritório.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.