Rio de Janeiro Procuradoria do Rio pede suspensão da concessão da linha amarela

Procuradoria do Rio pede suspensão da concessão da linha amarela

Decisão surge após a suspeita de que a Lamsa teria pago a políticos e agentes públicos propina para conseguir estender o contrato por 15 anos

Procurador cita reportagem da Record TV na petição

Procurador cita reportagem da Record TV na petição

Reprodução/COR-RJ

O Procurador-Geral do Rio de Janeiro (RJ), Marcelo Silva Moreira Marques, solicitou nesta segunda-feira (8) a suspensão da concessão da Linha Amarela do município.

A petição surge após a suspeita de que a Lamsa, concessionária que administra o pedágio da Linha Amarela, teria pago a políticos e agentes públicos propina para conseguir estender o contrato de concessão por mais 15 anos. A medida busca que a prefeitura do Rio seja a administradora da via.

A solicitação pede pela derrubada de uma liminar pela manutenção da Lansa com concessionária da via. "A manutenção dos efeitos das decisões judiciais atacadas acarreta grave lesão à ordem pública, econômica, administrativa e política do Município", aponta o procurador.

De acordo com Marques, a decisão leva em conta graves riscos à ordem municipal caso seja mantida a concessão. Na decisão, o procurador cita reportagens do Núcleo de Jornalismo Investigativo da Record TV, que denunciaram a tentativa de pagar propina para estender o contrato.

Na apuração, técnicos da prefeitura concluiu a existência de superfaturamento, desperdício de dinheiro público e corrupção por trás dos valores cobrados pelo pedágio.

"A partir das reportagens, os órgãos técnicos da Prefeitura fizeram uma auditoria e constaram a veracidade do superfaturamento exposto", aponta Marques. "Pode-se concluir pela presença de grave lesão à ordem pública e, consequentemente, pela necessidade de urgente deferimento do pedido de suspensão da tutela provisória", completou.

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