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Professores do Colégio Pedro Segundo decidem manter greve

A paralisação tem uma adesão de 80% dos funcionários, que cobram reajuste salarial

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Das 14 unidades do Pedro Segundo, apenas duas têm aulas
Das 14 unidades do Pedro Segundo, apenas duas têm aulas

Os servidores e professores do Colégio Pedro Segundo decidiram nesta quinta-feira (26) em assembleia manter a greve, que começou no dia 17 de maio, até a reunião nacional da categoria no próximo final de semana. Das 14 unidades do colégio, apenas duas funcionam normalmente e duas parcialmente. A paralisação tem uma adesão de 80%, de acordo com o Sindscope (Sindicato dos Professores do Colégio Pedro Segundo).

Os professores reivindicam a antecipação de 5% do reajuste salarial previsto para março de 2015; criação de uma data-base em maio para a categoria; investimento de 10% do Produto Interno Bruto na educação; regularização salarial dos novos professores que não recebem por titulação; e melhorias das condições estruturais dos campus do colégio.


O coordenador do Sindscope, Luiz Sérgio Ribeiro, disse que os servidores optaram pela paralisação por causa da do governo em atender às reivindicações da greve de 2012.

— Estamos encaminhando na semana que vem uma pauta interna para a reitoria e uma pauta externa, que negociamos diretamente com o governo federal. Quando terminamos a greve de 2012, foram criados grupos de trabalho para dar desdobramento a uma série de reivindicações que não foram atendidas. Iniciamos 2014 cobrando do governo o desdobramento desses grupos de trabalho e o governo manteve a posição deles que não nos atenderiam ao longo de 2014, só em 2016.


No último dia 17, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou, em liminar, o fim da greve dos servidores federais de educação. De acordo com o coordenador do sindicato, a decisão pode ser suspensa na segunda-feira (30), caso o governo não apresente propostas para iniciar o processo de negociação com os servidores.

— Essa liminar é em relação aos docentes. A dos técnicos nós ainda não tomamos consciência. Ainda não recebemos essa liminar. Só quem recebeu foram os técnicos das universidades. Dos docentes, nós entramos com recurso. O conteúdo dessa liminar é justamente esse, que nós descumprimos o acordo dos docentes, que nós não respeitamos os serviços essenciais. Nós respondemos que nós não descumprimos o acordo, porque não assinamos. Estamos respeitando os serviços essenciais, tanto que a reitoria funciona.


Os servidores do Colégio Pedro II estão em greve desde o dia 17 de maio. Cerca de 10 mil alunos da instituição estão sem aulas. Em nota, a reitoria do colégio informou que aguarda o posicionamento do Ministério da Educação para adotar procedimentos em relação a greve.

Até o fechamento desta matéria, o Ministério de Planejamento não respondeu as perguntas da Agência Brasil sobre a negociação com os servidores federais.

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