Protesto vai à sede do Ministério Público, no centro do Rio
Ato foi convocado por integrantes do "Black Bloc"
Rio de Janeiro|Do R7

Manifestantes se concentravam na Cinelândia, no centro, por volta das 17h30 desta quarta-feira (31) para mais um protesto no Rio de Janeiro. O ato foi convocado por integrantes do "Black Bloc".
O grupo costuma se vestir de preto e usar panos ou máscaras para esconder os rostos. Normalmente, eles fazem um cordão de isolamento à frente das manifestações.
Por volta das 18h40 desta quarta, a pista lateral da avenida Presidente Antônio Carlos estava interditada, no sentido Candelária, na altura rua Santa Luzia, por conta da passagem dos manifestantes na via. Às 19h, o grupo chegou na av. Marechal Câmara, na altura da sede do Ministério Público, segundo o Centro de Operações do Rio.
Nesta quarta-feira, o grupo vai seguir até o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). Eles pedem que o MP-RJ peça a anulação do decreto que criou a Ceiv (Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas).
Além disso, eles pedem a quebra do sigilo telefônico e bancário do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e a criação de três CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito) - da Copa, da empreiteira Delta e dos Helicópteros. A última foi em razão do uso particular da aeronave do Estado pelo Cabral. Em fotos divulgadas por uma reportagem da revista Veja, a família do governador aparece embarcando no helicóptero para casa de praia, levando o cachorro Juquinha.
Comissão de investigação de atos de vandalismo
O governo do Rio decidiu revogar o decreto que cria a Ceiv (Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas). O novo texto, que foi publicado na quinta-feira passada (25), teve o teor modificado.
O texto antigo, de 19 de julho, que exigia que operadoras de telefonia e provedores de internet atendessem em 24 horas a pedidos de informação da comissão, foi duramente criticado por juristas e causou indignação nas redes sociais.
O novo decreto, divulgado na tarde de quarta (24), modificou a redação desse parágrafo, incluindo a necessidade de autorização da Justiça para os casos de sigilo. "As empresas Operadoras de Telefonia e Provedores de Internet darão prioridade para o atendimento dos pedidos de informações formulados pela CEIV ou decorrentes de ordem judicial nos casos de sigilo previstos na legislação", diz o novo decreto.














